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Defesa de sargento acusado de matar esposa capitã da PM questiona prisão preventiva

22/07/2026 às 11h18
A defesa do sargento acusado de matar a esposa, capitã da PM, disse que vai recorrer da decisão da Justiça que converteu a prisão dele em preventiva
Prisão de Eduardo Abner foi convertida em preventiva (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A defesa do sargento da PM de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira informou que vai recorrer da decisão da Justiça que converteu a prisão em flagrante em preventiva. Em nota divulgada nesta quarta-feira (22), o advogado do sargento da PM afirma que recebeu a decisão “com respeito”, mas discorda dos fundamentos adotados pelo Judiciário, principalmente em relação à necessidade da prisão para garantir a ordem pública.

Segundo Gustavo Nepomuceno, o caso ganhou grande repercussão na mídia e, por isso, as decisões devem ser baseadas exclusivamente nas provas constantes no processo, preservando a imparcialidade e a presunção de inocência. O advogado de defesa informou, ainda, que adotará imediatamente todas as medidas judiciais cabíveis para tentar reverter a prisão preventiva do sargento da PM, por entender que os direitos fundamentais do investigado devem ser rigorosamente respeitados.

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A defesa, que preferiu não gravar entrevista, disse que não irá comentar o mérito da investigação neste momento, em respeito ao devido processo legal e ao andamento das apurações.

Relembre o caso da capitã da PM morta pelo marido sargento

Eduardo Abner, de 37 anos, é investigado pela morte da esposa, a capitã da PM Michelle Leão Azevedo, de 41 anos. Ele foi preso em flagrante na segunda-feira (20), após levar a companheira ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, onde ela já chegou sem vida e com diversas lesões pelo corpo.

Nesta quarta-feira (22), a Justiça de Minas Gerais converteu a prisão em flagrante em preventiva. Na decisão, o juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte, entendeu que a medida é necessária para garantir a ordem pública.

Em depoimento à Polícia Civil, o sargento afirmou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e ecstasy durante uma confraternização na noite anterior. Segundo a versão apresentada por ele, os dois praticaram atos de violência física consensuais durante uma relação sexual e, mais tarde, Michelle teria caído da escada, recusado atendimento médico. Horas depois, a mulher teria sido encontrada pelo marido já desacordada.

A investigação também apura a apreensão de um cabo de madeira quebrado no apartamento, além de roupas de cama que estavam lavadas e ainda molhadas na máquina de lavar.

Caso foi colocado sob sigilo

Além de converter a prisão em flagrante em preventiva, a Justiça de Minas Gerais também decretou, nessa terça-feira (21), o sigilo no caso. Dessa forma, fica restrito o acesso público às informações do processo. Segundo o órgão, o intuito da decisão é resguardar os direitos fundamentais, como a intimidade e a vida privada dos envolvidos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Peritos estiveram no apartamento do casal e, durante os trabalhos da perícia, constataram que o local estava limpo e sem vestígios aparentes de sangue. No entanto, marcas de sangue nos corredores do prédio teriam sido observadas por um morador.

“O vizinho me ligou falando que tinha observado que tinha sangue no corredor. O sangue vinha direcionado da porta do apartamento deles”, relatou o síndico do prédio,  Dirceu de Oliveira, em entrevista ao BHAZ.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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