Com quase 12 milhões de seguidores, uma empresa própria, a Mansão Maromba, e uma parceria com uma das maiores farmacêuticas do país, a Cimed, Tiago Ribeiro de Lima, o Toguro, subiu ao palco do E-Festival, nesta quarta-feira (19), para falar sobre marketing de guerrilha e engajamento orgânico. O evento, realizado pelo Sebrae Minas no BeFly Minascentro, tem programação voltada a empreendedorismo e negócios digitais.
Nos bastidores do painel, o influenciador paulista, que começou publicando vídeos de fitness e estilo de vida ainda jovem antes de se tornar um dos criadores mais conhecidos do país, falou sobre os erros que não cometeria mais, a “loucura” que fez pela audiência no início de carreira e, principalmente, o que diria a quem está começando agora. Do relato, saem três conselhos centrais para quem quer transformar presença digital em resultado.
- Seja autêntico (e pare de copiar)
Direto ao ponto, foi a resposta que Toguro deu quando perguntado que dica passaria a alguém que está começando hoje na internet: “Seja criativo e não copie. Seja autêntico, seja verdadeiro. Já foi a internet da mentira, já foi a internet que as pessoas fingiam alguma coisa para ter uma repercussão. Estamos na era da verdade”, afirmou o criador de conteúdo em entrevista ao BHAZ.
Para ele, a fórmula de imitar formatos e personas que já deram certo para outros criadores pertence a uma fase que ficou para trás. Na leitura dele, o público atual recompensa quem mostra quem realmente é, não quem encena uma versão fabricada de si mesmo para gerar reação.
- Erros fazem parte do processo, e você é dono deles
Questionado sobre o que fazia cinco anos atrás e não faria mais, Toguro não tratou o passado como algo a ser escondido. Ele lembrou que, no início, produzia um conteúdo mais agressivo, com cenas de mulheres, bebidas e “rolês pesados”, que hoje não tem mais espaço em seu perfil, mas que foi decisivo para chegar onde está:
“Tudo que eu fiz lá atrás fez parte do que eu sou hoje. Eu sou responsável pelo fracasso e pelo meu sucesso. Eu corri o risco de fracassar. Assim como eu acertei, eu também corri o risco de fracassar. Deu certo para mim. Foi um momento legal para mim, só que hoje não faz mais sentido”, afirmou Toguro.
Hoje, segundo ele, o conteúdo é “0% meninas, 0% biquíni, 0% rolê”, uma reformulação completa de formato, mas não uma negação da trajetória. A dica prática que fica: testar, errar e evoluir em público sem tentar apagar o caminho percorrido, porque é esse histórico que sustenta a credibilidade construída depois.
- Paciência: pense na consequência antes de arriscar por engajamento
A terceira lição aparece na forma como Toguro diz encarar hoje a pressão por engajamento. Perguntado se já fez “alguma loucura” para viralizar, ele citou o próprio exemplo mais antigo, gravar a mãe pela primeira vez, sem saber como ela reagiria, mas fez questão de separar esse tipo de risco calculado do que vê hoje no mercado:
“Todos os dias eu saio de casa pensando em ter engajamento e eu sempre vim com paciência, com tempo. Eu sei aonde eu quero chegar. Eu sei que se eu fizer uma atitude mais drástica, uma atitude mais arriscada, eu colho com consequências. (…) Hoje eu evito ao máximo fazer algo que fuja de algo que eu vou ter consequência rápida.”
Ele cita a própria vida como parâmetro para essa cautela: hoje é pai, tem 12 milhões de seguidores, comanda a Mansão Maromba e mantém contrato com uma grande farmacêutica, motivos, na visão dele, para evitar atitudes que rendam “repercussão fácil”, como beijos ou cenas fabricadas só para gerar cliques. Para Toguro, engajamento sustentável se constrói com tempo, não com atalhos de exposição.
Sobre o E-Festival
Nesta sexta edição, o E-Festival ocupa o BeFly Minascentro, em Belo Horizonte, entre os dias 18 e 20 de agosto, com seis palcos temáticos e cerca de 20 horas de conteúdo voltado a empreendedorismo, inovação e networking. Toguro dividiu a programação de quarta-feira com outros nomes ligados a empreendedorismo e comunicação digital, levando ao público o mesmo mote que resume em suas três dicas: autenticidade, responsabilidade pela própria trajetória e paciência para construir, em vez de forçar, engajamento.










