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Edifício Acaiaca: Onde fica, como visitar e curiosidades sobre o emblemático arranha-céu de BH

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O Acaiaca é um dos principais edifícios de Belo Horizonte (Isabel Baldoni/PBH)

Um dos primeiros grandes prédios de Belo Horizonte. Dois rostos indígenas inconfundíveis. Uma construção emblemática. É possível definir o Edifício Acaiaca de diversas formas, mas há uma unanimidade: ele representa uma síntese instigante entre cultura, história, arquitetura e, por que não, da própria cidade de Belo Horizonte.

O prédio foi projetado pelo arquiteto Luiz Pinto Coelho, em 1943, e inaugurado quatro anos depois, em 1947. Um dos principais edifícios da capital mineira, tem relevância atemporal e teve a fachada tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal em 1994.

Onde fica o Edifício Acaiaca?

O Edifício Acaiaca está localizado no Centro de Belo Horizonte, entre a avenida Afonso Pena e a rua Espírito Santo. Em uma das avenidas mais emblemáticas e movimentadas da capital mineira, encontra-se o imponente edifício de 120 metros de altura e 30 pavimentos, que pode ser avistado de diversos pontos da cidade.

Por ter sido construído durante a Segunda Guerra Mundial, o prédio tem um abrigo antiaéreo no sub-solo. Ainda não vamos entregar muitas curiosidades, mas aqui vão pequenos “spoilers”! O Acaiaca já abrigou de tudo um pouco: boate, cinema e até uma emissora de TV.

A construção de inspiração “art déco” é famosa pelas duas carrancas gigantes na fachada. Segundo o arquiteto Luiz Pinto Coelho, elas foram construídas em homenagem à tribo homônima ao edifício. As efígies foram baseadas em uma lenda indígena, que você também irá conhecer ao longo deste texto.

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Quem passa pela avenida Afonso Pena se depara com o imenso arranha-céu (Reprodução/Google Street View)

Terraço Acaiaca

O Terraço Acaiaca é um dos principais rooftops em BH, com uma vista de tirar o fôlego. O espaço é preparado para receber eventos diversos, como festas de aniversários, desfiles, lançamentos e eventos corporativos. A vista do Centro de BH ainda é ideal para quem deseja fazer um ensaio fotográfico no local.

Quem contrata o Terraço Acaiaca tem acesso à estrutura do lugar, que comporta cerca de 150 pessoas, além de móveis, iluminação e equipe de limpeza.

Os interessados em fazer um evento no espaço podem entrar em contato no Instagram e por meio do telefone (31) 98402-6758.

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Espaço fica no 25º andar do edifício (Divulgação/Terraço Acaiaca)

Edifício Acaiaca visita

Além de eventos privados, o ambiente promove, uma quarta-feira por mês, o Fim de Tarde no Terraço Acaiaca.

O evento permite aos visitantes conhecerem a história do edifício e apreciarem a vista deslumbrante de 360 graus da capital mineira.

O ingresso para o Fim de Tarde inclui um happy hour com petiscos e água. Entre as comidinhas inclusas, estão pães, queijos, patês, castanha e chocolate. Bebidas são comercializadas à parte. Durante o evento, a música ambiente fica por conta de um repertório ao vivo no saxofone.

Para chegar na experiência, os visitantes sobem por meio de um dos elevadores mais rápidos de Belo Horizonte, que percorre 25 andares em apenas 20 segundos. Buscando abranger o pôr do sol, o evento começa às 17h30 e termina por volta das 19h30.

As entradas para o Fim de Tarde são vendidas por meio da plataforma Sympla. A cada mês, o link é disponibilizado na bio do Instagram do Terraço. O número de pessoas é limitado. Confira os preços:

  • Criança de 7 a 12 anos: R$ 50
  • Adulto (a partir de 13 anos): R$ 100

Endereço: Avenida Afonso Pena, 867, no 25° andar – Centro, Belo Horizonte

O que significa a imagem do Edifício Acaiaca

Para muita gente, os principais símbolos do Acaiaca são as duas carrancas imensas que foram esculpidas na fachada do arranha-céu. Confira o trecho de uma lenda indígena da tribo que deu origem ao nome do edifício:

“Próximo ao arraial do Tejuco (atualmente a cidade de Diamantina), havia uma tribo de índios que viviam em constante luta com os tejuquenses, que, de vez em quando, invadiam o arraial. Perto da taba indígena, numa pequena elevação, havia um belo e frondoso cedro [árvore] que os índios, na sua língua, chamavam ‘Acaiaca’.

Contavam eles que, no começo do mundo, o rio Jequitinhonha e seus afluentes encheram-se tanto que transbordaram, inundando a terra. Os montes e as árvores mais altas ficaram cobertos e todos os índios morreram. Somente um casal escapou, subindo na Acaiaca. Quando as águas baixaram, eles desceram e começaram a povoar novamente a terra. Os índios tinham, portanto, muita veneração por essa árvore (…)”.

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Uma das carrancas indígenas do Acaiaca (Isabel Baldoni/PBH)

Curiosidades do Acaiaca

Confira algumas curiosidades sobre o emblemático Edifício Acaiaca, em Belo Horizonte:

• Muita gente não sabe que o elevador chega “apenas” até o 25º andar, enquanto o prédio possui 30 pavimentos. Para adentrar nos andares restantes da parte superior do edifício, é preciso usar a escada.

• As grandes colunas internas em forma de cogumelos possibilitam a retirada de todas as paredes. Isso faz com que os andares consigam se tornar grandes salões – como acontece no Terraço, por exemplo.

• Na década de 50, funcionava uma boate na sobreloja, frequentada sobretudo por pessoas com maior poder aquisitivo.

Acaiaca durante a construção (Reprodução/Facebook/Fotos Antigas de Belo Horizonte)

• O Edifício Acaiaca já abrigou diversas lojas luxuosas.

• Lá, também existia o famoso cinema Acaiaca, que atraía inúmeros espectadores. O local tinha capacidade para cerca de 900 pessoas e foi desativado ao final da década de 1990.

• O Acaiaca recebeu a primeira sede da TV Itacolomi, fundada por Assis Chateaubriand em 1955. Afiliada à Rede Tupi de Televisão, a emissora fazia parte do Diário Associados.

• O edifício já abrigou a Faculdade de Filosofia da UFMG e a sede do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Minas Gerais.

Visão de um dos andares mais altos do Acaiaca, o 21º (Beatriz Kalil Othero/BHAZ)

• O elevador do arranha-céu é conhecido por ser um dos mais rápidos da cidade. Em apenas 20 segundos, consegue subir até o 25º andar a uma velocidade de aproximadamente 20 km/h.

• Atualmente, predominam escritórios de odontologia e advocacia no Edifício Acaiaca. Em relação a outros serviços oferecidos, os clientes encontram diversidade: por exemplo, tem estúdio de tatuagem, podólogo, loja de eletrônicos e imobiliária.

• O Acaiaca é um dos grandes edifícios recheados de história e cultura em Belo Horizonte. Citando mais alguns na mesma região, também temos o Maletta e o JK (clique nos nomes e saiba mais sobre eles).

Vista do Acaiaca abrange boa parte da cidade (Isabel Baldoni/PBH)

Beatriz Kalil Othero

Jornalista formada pela UFMG, escreve para o BHAZ desde 2020, e atualmente, é redatora e fotógrafa do Portal. Participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2021 e 2022, e pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.

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