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Filho preso por matar professora em BH é exonerado de cargo no governo de MG

26/07/2025 às 12h32 - Atualizado em 26/07/2025 às 13h01
Sedese publica exoneração de filho que matou a mãe na última sexta (18). (Reprodução/redes sociais)

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social anunciou, na noite dessa sexta-feira (25), a exoneração de Metteos França Campos, do cargo de assessor que ocupava desde 2021. A declaração da secretaria veio após ele ser preso pela Polícia Civil de Minas Gerais e confessar que foi o responsável pelo o assassinato da professora Soraya. A exoneração foi publicada no Diário Oficial Eletrônico de Minas Gerais (DOE MG) neste sábado (26).

Em nota, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), reforça que a exoneração ocorreu por decisão do gabinete e se refere a um cargo em comissão, de livre nomeação e exoneração.

A pasta também declarou que os fatos investigados não têm relação com as atividades desempenhadas pela secretaria. Em comunicado, reiterou que não compactua com crimes, desvios de conduta ou qualquer tipo de irregularidade cometida por seus servidores.

Entenda o caso

O filho da professora registrou o desaparecimento da mãe no sábado (19). Ele relatou à polícia que a viu pela última vez por volta das 20h de sexta-feira, quando saiu de casa para uma viagem. Segundo o filho, Soraya estava na sala, vestindo uma camisola cinza.

O homem sentiu falta da mãe quando tentou falar com ela, por telefone, durante a manhã de sábado, mas não teve sucesso. Ele pediu que uma tia fosse até o apartamento da família, mas o imóvel estava trancado. Um chaveiro foi chamado para arrombar a porta e o local estava intacto, sem sinais de crime.

Segundo a Polícia Militar, o corpo foi encontrado parcialmente coberto por um lençol e a vítima vestia apenas a parte de cima de uma roupa, uma blusa cinza. A perícia da Polícia Civil, que esteve no local, constatou marcas que se assemelham a queimaduras na parte interna das coxas da vítima.

Ainda segundo o registro policial, havia manchas de sangue e há suspeita de que a professora possa ter sofrido violência sexual. Nenhum documento foi encontrado junto ao corpo, apenas um óculos escuro.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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