Durante o anúncio de retomada das obras no Trevo do Belvedere, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou que a empresa que deixou o empreendimento apresentou uma proposta com desconto considerado inviável para executar o serviço. Segundo ele, a obra estava estimada em cerca de R$ 25 milhões, mas a vencedora da licitação reduziu o valor em 38%, para aproximadamente R$ 16 milhões. “A empresa que ganhou jogou o preço lá embaixo. Ganhou a licitação, mas não conseguiu cumprir, porque ficou impraticável”, disse Damião, que completou afirmando que “é pagar para fazer a obra”. A promessa é de que a obra melhore o trânsito na região em, pelo menos, 25%, mas os trabalhos estavam parados há dois meses.
Com a rescisão do contrato, a segunda colocada na licitação assumirá os trabalhos. Segundo o prefeito, a empresa havia apresentado proposta de R$ 22 milhões e será responsável pela conclusão da intervenção. Damião afirmou ainda que a expectativa é concluir os serviços no segundo semestre de 2027. “Acredito que a gente vai, inclusive, cumprir o prazo de 2027. Não sei se no primeiro semestre, mas no segundo semestre de 2027 tentar entregar essa obra aqui, que é muito importante.”
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A Construtora Itamaracá Ltda., que ficou em segundo lugar na licitação, vai executar o restante dos trabalhos após o contrato anterior, firmado com a empresa que iniciou a obra, ter sido rescindido. A finalização da obra no Trevo do Belvedere deve custar cerca de R$ 23 milhões aos cofres do Município.
Além da execução do restante da intervenção, a construtora também ficará encarregada da avaliação da conformidade dos projetos estruturais feitos até agora. Em nota, a prefeitura afirma que a previsão é de que as intervenções sejam concluídas pela nova empresa em 2028.
A obra no Trevo do Belvedere, que deveria ser entregue em novembro de 2026, previa o alargamento do viaduto com adequações no traçado da via e a criação de uma terceira faixa no sentido Belvedere-Santa Lúcia. No entanto, após a morosidade dos trabalhos passar a ser questionada e uma visita identificar o descumprimento de normas técnicas e de segurança, o serviço foi paralisado em meados de 2025.
Empresa que deixou a obra no Trevo do Belvedere saiu com prejuízo; BH tem outras obras em atraso
De acordo com Damião, a Prefeitura desembolsou cerca de R$ 1,1 milhão à empresa durante a execução inicial do contrato, mas a construtora deixará a obra após ser penalizada e deve sair com um prejuízo. “A Prefeitura investiu R$ 1 milhão e 100 mil aproximadamente nessa empresa, no início do contrato. E ela sai da obra pagando uma multa de R$ 2 milhões. Ou seja, sai com um prejuízo muito grande”, declarou.

O prefeito também afirmou que a administração manterá uma postura rígida em relação aos contratos públicos. “Empresas que ganharam licitação em Belo Horizonte sem chances de fazer a obra, achando que vão fazer pressão em cima do prefeito para depois conseguir aditivos? Não vai. Eu não vou ceder aditivos, não vou ceder à pressão.”
Além das intervenções no Trevo do Belvedere, a PBH ainda tem outras obras que ainda não foram entregues, mesmo após os prazos de conclusão serem estendidos. Uma delas é a da Praça Governador Israel Pinheiro, a Praça do Papa. Nessa terça-feira (7), Damião afirmou que irá reinaugurar a praça no próximo mês. Isso, depois que uma publicação no Diário Oficial do Município (DOM), no último sábado (4), ampliou a vigência do contrato firmado com a empresa Cetus Construtora em 106 dias. Com a prorrogação, o acordo foi estendido até 14 de janeiro de 2027. Já o prazo para conclusão dos serviços foi estendido até 31 de julho de 2026.
Só neste ano, esta é a segunda vez que a prefeitura adiou a entrega da revitalização da Praça do Papa. Os trabalhos seriam concluídos em abril, mas a previsão passou para o final de junho e, agora, o prazo foi prorrogado mais uma vez.
A justificativa apresentada para a prorrogação do contrato foi a interferência de condições climáticas atípicas registradas durante a execução da obra. De acordo com o documento, os elevados índices de chuva, comprovados por dados pluviométricos, afetaram etapas consideradas críticas do cronograma, comprometendo a sequência dos trabalhos e impossibilitando a recuperação integral dos atrasos.









