Um homem, de 28 anos, suspeito de matar a companheira, de 26 anos, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, responderá pelo crime de feminicídio. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7).
O crime ocorreu no dia 27 de março. A vítima foi encontrada com sinais de violência e asfixia.
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Segundo o delegado Wellington Faria, responsável pela Delegacia de Homicídios de Ibirité, o casal mantinha um relacionamento conturbado há 13 anos. “A relação sempre foi marcada por episódios de violência. Ela era constantemente agredida. Inclusive, ele já tinha sido preso em flagrante por violência doméstica contra ela em dezembro de 2024, mas foi solto dois dias depois”, relata.
Testemunhas contaram à polícia que ouviram uma briga na noite do crime. A vítima foi encontrada morta dentro do quarto por familiares, após insistência da mãe do suspeito para abrir a porta.
“Quando nossa equipe chegou ao local, a vítima estava deitada em um colchão, coberta com um lençol, com exceção do rosto. A perícia constatou lesões na face e em outras partes do corpo. A necropsia confirmou que ela foi morta por esganadura”, explica.
Investigação
A investigação aponta que, após o crime, o suspeito tentou limpar a cena e disfarçar a morte. “Foram encontradas roupas sujas de sangue, pinos de cocaína e um pano ensanguentado em uma sacola. Ele trocou a roupa da vítima e tentou fazer parecer uma morte natural”, completa o delegado.
O suspeito foi preso preventivamente no dia 30 de março, em Ibirité, após se entregar para a polícia. Em depoimento, ele admitiu ter agredido a companheira, mas alegou não se lembrar de tê-la esganado por estar sob efeito de álcool e drogas.
O homem e a mulher tinham dois filhos, de sete e três anos. Por conta do histórico de violência e uso de entorpecentes, o casal já havia perdido a guarda das crianças, que atualmente vivem com a avó materna.
O homem será indiciado por feminicídio e fraude processual, já que adulterou a cena do crime. A pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.











