O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) informou, nesta quarta-feira (18), que apreendeu cerca de 30 toneladas de carne na fábrica do Ao Gosto, no bairro Sagrada Família, na região Leste de Belo Horizonte. O estabelecimento foi interditado, na terça-feira (17), em uma ação do Ministério Público (MPMG) em conjunto com o IMA, por não ter registro junto aos órgãos competentes para a comercialização e produção de produtos de origem animal. Em nota ao BHAZ, a empresa afirmou que os ajustes burocráticos já estão sendo devidamente providenciados.
Conforme o IMA, foram constatadas ainda outras irregularidades, como a “ausência de selo de inspeção sanitária, utilização de rotulagem com dados de outra unidade da empresa, além da presença de produtos sem comprovação de origem”.
A operação ocorreu após o recebimento de uma denúncia anônima encaminhada pela Ouvidoria-Geral do Estado, que indicava que o estabelecimento estava executando atividades para as quais ele não tem permissão sanitária.
A instituição afirmou que, no estabelecimento, os fiscais constataram que a unidade não tinha registro junto ao IMA ou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a produção e comercialização de produtos de origem animal.
“O local não possuía autorização sanitária para a atividade industrial, operando apenas com alvará voltado ao comércio varejista, o que é incompatível com as atividades verificadas”, escreveu, em nota.
Todo estabelecimento e indústria que faz o processamento de produtos de origem animal deve estar registrado em um serviço especial de inspeção, seja ele municipal (SIM), estadual (IMA) ou federal (SIF), conforme determina a legislação sanitária vigente.
A interdição também foi realizada em conjunto com o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MG), a Vigilância Sanitária Municipal de BH (Visa) e a Guarda Civil (GCMBH).
“Durante a operação, foi identificado o processamento de diversos produtos cárneos, como carnes in natura e temperadas, embutidos, hambúrgueres e carne moída, comercializados sob marca própria, tanto na forma refrigerada quanto congelada”, disse.
Além da interdição, os produtos encontrados foram apreendidos e permanecerão no local até a realização da inutilização, que deverá ocorrer sob acompanhamento do IMA. “O volume apreendido foi estimado em aproximadamente 30 toneladas”.
O que diz o Ao Gosto
Em nota, o Ao Gosto informou que a fiscalização está relacionada exclusivamente a aspectos de natureza burocrática e à necessidade de ajustes documentais. Ressalta-se que, em nenhum momento, houve qualquer questionamento quanto à qualidade dos produtos comercializados. Ao contrário, foi destacado pela própria fiscalização que a empresa trabalha com produtos de alto padrão e qualidade”, disse.
Além disso, a empresa afirmou que as lojas seguem abertas e em funcionamento. “Por fim, informamos que os ajustes de caráter burocrático já estão sendo devidamente providenciados e serão apresentados às autoridades competentes no menor prazo possível”, escreveu.
Veja a nota na íntegra
A empresa Ao Gosto é uma empresa séria, consolidada no mercado há muitos anos. A fiscalização realizada na presente data refere-se exclusivamente a aspectos de natureza burocrática e à necessidade de ajustes documentais.
Ressalta-se que, em nenhum momento, houve qualquer questionamento quanto à qualidade dos produtos comercializados. Ao contrário, foi destacado pela própria fiscalização que a empresa trabalha com produtos de alto padrão e qualidade.
Esclarece-se, ainda, que as lojas permanecem abertas e em pleno funcionamento, sempre prontas para atender seus clientes da melhor forma possível.
Por fim, informamos que os ajustes de caráter burocrático já estão sendo devidamente providenciados e serão apresentados às autoridades competentes no menor prazo possível.










