Um influenciador digital, de 24 anos, é procurado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pela morte de uma mulher trans de 50 anos, no bairro Santo André, região Noroeste de Belo Horizonte. Gabriella da Silva Borges morava na Itália, mas estava de férias no Brasil quando foi encontrada sem vida dentro de um apartamento em 26 de junho deste ano.
Segundo a ocorrência policial, o síndico do prédio notou a ausência da mulher. Ele relatou que não a via nas dependências do condomínio há alguns dias. Estranhando a situação, o homem foi até a porta do apartamento onde a vítima estaria e sentiu um forte odor.
No local, os policiais encontraram o corpo de Gabriella na cama, enrolado em um cobertor, e diversos sinais de luta, como unhas de gel da vítima espalhadas, perucas fora do lugar e móveis revirados.
Influenciador foi o último a ver a vítima com vida
O inquérito policial, concluído nesta terça-feira (17), revela Gabriella estava há duas semanas em Belo Horizonte e tinha o objetivo de abrir uma fábrica de perucas na capital. “Mas, no dia 23 de junho, foi a última vez que ela foi vista, após sair com amigas”, explica o delegado Lucas Daniel Alves Nunes, titular da Delegacia Especializada em Homicídios (DEH) Noroeste.
Gabriella retornou para casa com o influenciador, de acordo com o apurado. Vídeos das câmeras do circuito de segurança mostram os dois entrando no prédio e apenas o indiciado deixando o local horas depois. As imagens revelam ainda o homem entrando no veículo da vítima e indo embora.
“A hora da morte determinada pela perícia bate com a hora em que ele estava dentro da residência”, afirma Nunes. Ainda segundo o delegado, o homem contou a namorada dele que Gabriella estava realmente morta e ele estava pegando alguns pertences dela para “fazer doação”, o que ficou comprovado com as investigações.
Após o crime, o homem, que tinha mais de 100 mil seguidores, como apontado pela Polícia Civil, fugiu e desativou as redes sociais. Ele é considerado foragido e já teve a prisão temporária solicitada à Justiça. Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e ação dissimulada que dificultou a defesa da vítima. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.
A corporação acredita que ele esteja no interior de Minas Gerais ou até mesmo em outro estado.










