A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza intimou Renê da Silva Nogueira Júnior, autor confesso da morte do gari Laudemir Fernandes, após várias trocas dos advogados, gerando um “tumulto processual”. A intimação da juíza é para decidir qual será o advogado responsável pela defesa.
O tumulto processual que a juíza cita no despacho tem a ver com as inúmeras trocas, já que no dia 18 deste mês, a equipe inicial da defesa renunciou à representação de Renê Júnior, suspeito de matar o gari Laudemir Fernandes, de 44 anos. Em petição enviada à Justiça, os advogados Leonardo Salles, Leandro Salles e Henrique Pereira informaram que o investigado foi notificado e deverá nomear um novo defensor. Em nota à imprensa, Leonardo Salles declarou que a renúncia ocorreu “por motivo de foro íntimo”.
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Após isso ele nomeou o advogado criminalista Dracon Luiz Cavalcante Lima e, no último sábado (23), o suspeito revogou a procuração concedida por Dracon e nomeou o Bruno Silva Rodrigues como o novo defensor. Mas, em entrevista ao BHAZ, o advogado Dracon afirmou que a situação foi um mal-entendido e que Renê queria que ele e Bruno Rodrigues trabalhassem juntos.
Renê foi preso na segunda-feira (11) e responde por homicídio duplamente qualificado e ameaça.
O crime
De acordo com a ocorrência policial, o crime aconteceu na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital, na manhã do dia 11 de agosto deste ano. Conforme testemunhas, um caminhão de lixo estava parado na rua, durante a coleta de resíduos, quando o gestor comercial Renê Junior exigiu para que fosse liberado espaço na via para passar com o veículo que dirigia, um BYD cinza.
Irritado, ele ameaçou a motorista do caminhão com uma arma. Os garis tentaram intervir e pediram que ele se acalmasse. Foi nesse momento que ele saiu do veículo e disparou contra os funcionários, acertando Laudemir, que não estava envolvido na confusão. “E aí ele entrou dentro do carro e foi embora. Não prestou socorro, nem olhou para trás, ele seguiu o caminho dele”, relatou ao BHAZ a motorista do caminhão, Eledias Aparecida.
Renê Junior é marido da delegada Ana Paula Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais. A PCMG confirmou que a arma usada no homicídio está registra em nome da delegada Ana Paula Balbino, sendo de uso pessoal da policial. Renê alegou que pegou a pistola sem o consentimento da companheira e afirmou que ela não soube do crime. Mesmo assim, a servidora é alvo de uma investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.











