TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Justiça determina reabertura do Hospital Maria Amélia Lins em BH

29/07/2026 às 12h34
Hospital Maria Amélia Lins (HMAL)
Hospital Maria Amélia Lins (HMAL) (Google Maps/Reprodução)

A Justiça de Minas Gerais determinou que o Estado e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) reativem integralmente os serviços do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), em Belo Horizonte. A decisão atende a uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que questionava o fechamento da unidade e seus impactos na rede pública de saúde.

Na sentença, o magistrado entendeu que a desativação do hospital não poderia ser tratada apenas como uma decisão administrativa do governo. Segundo a decisão, o direito constitucional à saúde e o princípio da legalidade impõem limites à atuação do poder público, especialmente quando há prejuízo à continuidade da assistência médica prestada à população.

Veja também


MPMG apontou sobrecarga no João XXIII e risco a pacientes

Ao acionar a Justiça, o Ministério Público argumentou que o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins provocou a sobrecarga do Hospital João XXIII, que não teria estrutura suficiente para absorver toda a demanda da unidade, principalmente nos atendimentos de ortopedia e trauma. O órgão também sustentou que a medida foi adotada sem planejamento adequado e que resultou em superlotação, cancelamento de cirurgias e aumento dos riscos de complicações e sequelas para pacientes.

O MPMG ainda alegou que o fechamento da unidade teria como objetivo viabilizar a terceirização da gestão hospitalar, tese reforçada pela publicação de um edital da Fhemig. Além disso, citou apontamentos do Tribunal de Contas do Estado sobre possíveis irregularidades no processo e afirmou que a interrupção dos serviços comprometeu o acesso da população ao atendimento de saúde.

Na defesa, o Estado de Minas Gerais e a Fhemig sustentaram que o fechamento fazia parte de uma estratégia de gestão para otimizar recursos públicos e que a decisão estava dentro da discricionariedade administrativa. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pela Justiça, que julgou procedente a ação e determinou a reabertura completa dos serviços hospitalares interrompidos.

Hospital Maria Amélia Lins teve bloco cirúrgico fechado

Em janeiro de 2025, o bloco cirúrgico do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), no Santa Efigênia, na região leste de Belo Horizonte foi fechado por tempo indeterminado. Na época, a Fhemig disse que o fechamento era necessário para que uma manutenção fosse feita.

O HMAL era responsável por realizar cerca de 200 cirurgias ortopédicas por mês, consideradas de baixa complexidade e com curto tempo de internação, entre 24 horas e 48 horas. Os pacientes foram transferidos, então, para o Hospital João XXIII.

Cerca de três meses depois, em uma outra decisão, o TJMG determinou a manutenção integral dos serviços do Hospital Maria Amélia Lins, incluindo a reativação do bloco cirúrgico e a restituição dos leitos desativados. A medida atendia a um pedido do MP, que apontou riscos à assistência hospitalar com o fechamento da unidade.

Em setembro do mesmo ano, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que a Fhemig abrisse seis salas cirúrgicas com capacidade para 300 cirurgias mensais, como forma de compensação pelo fechamento do HMAL.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ