Um homem, de 46 anos, líder religioso de um centro de umbanda foi preso nesta sexta-feira (12) suspeito de cometer crimes de violência sexual contra frequentadoras do templo, no bairro Lagoa, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele se aproveitava da fragilidade emocional e da vulnerabilidade das vítimas para praticar os abusos. O suspeito atuava como pai de santo do local há mais de dez anos.
Ainda segundo a investigação, cerca de oito vítimas foram ouvidas pela polícia. Algumas delas eram menores de idade quando os crimes teriam ocorrido, já que frequentavam o terreiro desde os 15 anos.
O caso começou a ser investigado após uma das médiuns denunciar que o pai de santo estaria abusando sexualmente de mulheres durante o ritual de passe. O suspeito iniciava os contatos físicos pelos braços e mãos das vítimas e, em seguida, tocava em seus seios e nádegas. As investigações relataram que ele enviava mensagens durante a madrugada alegando que as mulheres possuíam uma “energia sexual muito forte” e encaminhava fotos íntimas.
De acordo com Delegado Rodolfo Rabelo, responsável pela investigação, a maioria das vítimas eram mulheres em situação de vulnerabilidade, que haviam sofrido abuso sexual, enfrentavam depressão ou apresentavam baixa autoestima, aproveitando da posição religiosa para conquistar a confiança delas.
Em um dos relatos a vítima contou que o suspeito afirmou que ela seria responsável pelos abusos, por ter uma suposta energia espiritual que atraía muitos homens. Com o argumento de que iria realizar um trabalho para retirar essa energia, ele aproveitou a situação para tocá-la de forma abusiva.
Conforme a polícia, o suspeito também elaborou um documento para ser assinado pelas vítimas, no qual declarava não ter cometido qualquer crime. A investigação aponta que a medida teria sido uma forma de se proteger de possíveis denúncias.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam o telefone do suspeito, cinco pen drives, um notebook e uma lista com o nome das pessoas que frequentavam o terreiro.








