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Manifestação em frente à Câmara marca abertura da “Virada do Busão” por tarifa zero em BH

27/09/2025 às 16h37
Esta manifestação é a primeira da "Virada do Busão". (Divulgação)

Ao som de “Ei, Damião, libera o Busão”, manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal de Belo Horizonte em defesa da tarifa zero no transporte público. Entre 14h e 15h deste sábado (27), blocos carnavalescos, apoiadores e moradores se reuniram na Avenida dos Andradas para marcar o início da “Virada do Busão”, uma semana de protestos, intervenções e atividades culturais que antecede a votação do projeto de lei que propõe transporte público gratuito na capital mineira, prevista para o dia 3 de outubro.

O urbanista e professor da UFMG, Roberto Andrés, esteve presente e destacou o momento decisivo: “Estamos muito próximos de um avanço significativo para a mobilidade urbana em BH. O apoio de diferentes frentes mostra que essa pauta tem respaldo popular e pode ganhar peso forte na Câmara”, afirmou.

Roberto reforça que o PL representa um modelo de financiamento inovador, e que, se aprovado, Belo Horizonte poderá se tornar referência nacional na mobilidade gratuita e sustentável.

A “Virada do Busão” segue ao longo da semana com várias atrações e manifestações espalhadas por BH. No domingo (28), será promovido o “Samba do Busão 0800”, no centro. Na terça-feira (30), torcedores do Atlético pretendem abrir um grande bandeirão em apoio ao projeto na Arena MRV durante o jogo do Brasileirão. Paralelamente, serão realizadas colagens, lambes, distribuição de materiais e ações de conscientização que visam estimular o debate em bairros da cidade.

O PL da Tarifa Zero, também chamado de Busão 0800 (PL 60/2025), já conta com 22 assinaturas de vereadores de 12 partidos. Para avançar no primeiro turno, precisa de pelo menos 28 votos em plenário. A mobilização popular tem papel central neste momento dado as pressões políticas envolvidas — especialmente porque será em breve o momento de decidir se o transporte coletivo da capital terá tarifas permanentes ou continuará dependente da bilhetagem paga pelos usuários.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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