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Associação de críticos de cinema elege ‘Marte Um’ como o melhor longa brasileiro

10/02/2023 às 18h45
cinema negro bh
(Filmes de Plástico/Divulgação)

O filme mineiro Marte Um foi eleito o melhor longa brasileiro pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). O resultado foi anunciado pelos membros da entidade em live realizada nessa quinta-feira (9).

Além dele, o filme “Aftersun”, de Charlotte Wells, venceu na categoria de longa-metragem estrangeiro e “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli, foi o mais votado entre os curta-metragens brasileiros.

Entre os nacionais, Marte Um concorreu contra títulos como “A Felicidade das Coisas”, “Carvão”, “Os Primeiros Soldados” e “Seguindo Todos os Protocolos”. Confira a seguir os 10 mais votados em cada categoria:

Longa-metragem brasileiro

  • “5 Casas”, de Bruno Gularte Barreto
  • “A Felicidade das Coisas”, de Thais Fujinaga
  • “A Mãe”, de Cristiano Burlan
  • “Carro Rei”, de Renata Pinheiro
  • “Carvão”, de Carolina Markowicz
  • “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio
  • “Marte Um”, de Gabriel Martins
  • “Os Primeiros Soldados”, de Rodrigo de Oliveira
  • “Paloma”, de Marcelo Gomes
  • “Seguindo Todos os Protocolos”, de Fábio Leal

Longa-metragem estrangeiro

  • “A Pior Pessoa do Mundo”, de Joachim Trier (Noruega)
  • “Aftersun”, de Charlotte Wells (Reino Unido)
  • “Dias”, de Tsai Ming-Liang (Taiwan)
  • “Drive my Car”, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
  • “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson (EUA)
  • “Memoria”, de Apichatpong Weerasethakul (Colômbia/Tailândia)
  • “Não! Não Olhe!”, de Jordan Peele (EUA)
  • “O Acontecimento”, de Audrey Diwan (França)
  • “RRR”, de SS Rajamouli (Índia)
  • “Vitalina Varela”, de Pedro Costa (Portugal)

Curta-metragem brasileiro

  • “Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo”, de Guilherme Xavier Ribeiro
  • “Big Bang”, de Carlos Segundo
  • “Curupira e a Máquina do Destino”, de Janaína Wagner
  • “Escasso”, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles
  • “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli
  • “Garotos Ingleses”, de Marcus Curvelo
  • “Infantaria”, de Laís Santos Araujo
  • “Mutirão: O Filme”, de Lincoln Péricles
  • “Solmatalua”, de Rodrigo Ribeiro-Andrade
  • “Tekoha”, de Carlos Adriano

Marte Um

Esse é o segundo longa do cineasta Gabriel Martins, que também dirigiu “No Coração do Mundo” ao lado de Maurilio Martins. Produzido pela Filmes de Plástico, em coprodução com o Canal Brasil, o filme conta o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais.

Na trama, o garoto Deivid (Cícero Lucas), caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar Marte. O garoto, porém, mora na periferia de um grande centro urbano, não tendo muitas chances para realizar seu sonho.

O pai, Wellington (Carlos Francisco, de “Bacurau”), é porteiro em um prédio de elite, e há um bom tempo está sem beber. Tércia (Rejane Faria, da série “Segunda Chamada”) é a matriarca que, depois um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição.

Por fim, a filha mais velha é Eunice (Camilla Damião), que pretende se mudar para um apartamento com a namorada (Ana Hilário), mas não tem coragem de contar aos pais.

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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