A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) vai mais que dobrar sua rede de vigilância por câmeras com o lançamento do programa ‘Muralha BH’, anunciado nesta segunda-feira (6). O projeto prevê que o número de aparelhos inteligentes vai chegar a mais de 12 mil por toda a cidade, equipadas com tecnologias de reconhecimento facial e leitura de placas, para inibir a ação criminosa e aumentar a sensação de segurança. Atualmente, a capital mineira tem cerca de 5 mil câmeras. Assim, o novo total vai ser 140% maior.
A ideia é que a nova rede de monitoramento seja instalada em praças, parques, centros de saúde, escolas municipais, além das principais vias e dos corredores de entrada e saída da capital.
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O projeto está em fase de testes. Segundo a prefeitura, até dezembro deste ano, 1 mil dispositivos devem ser instalados e a conclusão total deve ocorrer até o fim de 2026.
No total, serão:
- 8 mil câmeras de segurança (sendo 1.890 com giro de 360°);
- 2.650 câmeras LPR (próprias para leitura de placas veiculares);
- 1,5 mil equipamentos com capacidade de reconhecimento facial.
Só no Anel Rodoviário serão 179 câmeras, em 27 pontos escolhidos para garantir monitoramento de toda via. Atualmente, são nove pontos já monitorados na via que a prefeitura assumiu a administração em junho deste ano.
“Ninguém vai passar pelo Anel sem ser identificado. Se um caminho andar na faixa da esquerda, por exemplo, vai ser multado de ponta a ponta no Anel. Nenhum veículo vai entrar ou sair de BH sem ser identificado”, comentou o prefeito Álvaro Damião (União Brasil).
Passarelas do Anel Rodoviário também vão ser monitoradas para coibir e multar motociclistas que tentarem trafegar pela área destinada aos pedestres.
Mas a eficiência das câmeras vai além da aplicação de multas. Elas serão capazes de identificar veículos envolvidos em crimes, em fuga, comportamento atípico de pessoas e fazer o reconhecimento facial de foragidos e suspeitos de crimes.
Fernando Lopes, diretor-presidente da Prodabel (Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte), explica que o reconhecimento vai ser feito a partir de uma base de dados das forças de segurança por meio de “matches”, ou seja, combinações. No entanto, a palavra final de cada abordagem será dos agentes públicos.
“E todo o projeto é feito dentro da Lei Geral de Proteção de Dados [LGPD]”, declarou.
O custo do projeto não foi revelado. “Ainda dependemos da fase de testes para saber quais câmeras serão adquiridas”, informou Lopes.
Monitoramento com inteligência artificial
Todas as imagens serão centralizadas no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), que opera 24 horas por dia e integra diversos órgãos, como Guarda Municipal, BHTrans, polícias Militar e Civil, SAMU e Corpo de Bombeiros.
Com o uso de inteligência artificial, o sistema emitirá alertas automáticos ao detectar placas de veículos roubados, pessoas procuradas pela polícia ou desaparecidas, e até mesmo gestos considerados suspeitos. Segundo a prefeitura, isso permitirá uma resposta mais rápida e eficaz das equipes de segurança.
Márcio Lobato, secretário municipal de Segurança e Prevenção, espera integração com todas as forças polícias. Até mesmo com a Polícia Federal.
“A grande maioria dos crimes tem um veículo envolvido. Se eu monitoro quem anda por BH, eu monitoro o crime”, disse o chefe da pasta de Segurança.
Trânsito
A expectativa é que as câmeras também beneficiem a mobilidade. Segundo o diretor-presidente da Prodabel, a partir de maio de 2026, os aparelhos serão integrados a plataformas como o Google para organizar o funcionamento dos semáforos com base nos dados de aplicativos de GPS, como o Waze.











