A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) não conseguiu fechar as cotas de patrocínio para o Carnaval de 2026. Após duas prorrogações de prazo, o edital para captação de recursos da iniciativa privada terminou “deserto”, ou seja, sem nenhuma empresa interessada. A informação foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (12).
Essa foi a terceira tentativa frustrada do município de atrair parceiros para a maior festa popular da cidade. A expectativa inicial da Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte) era arrecadar pelo menos R$ 21 milhões para viabilizar a organização, estrutura e marketing da folia.
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O prazo original para a apresentação de propostas se encerrou em 7 de outubro. Com a baixa procura, a prefeitura estendeu a data para 15 de outubro e, posteriormente, para 10 de novembro. Mesmo com mais tempo, nenhuma nova parceria foi firmada.
Até o momento, o único patrocínio garantido para o Carnaval de BH 2026 é o da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), que fechou um contrato de R$ 500 mil, correspondente a uma das cotas de “colaboração”. O valor representa pouco mais de 2% da meta total de arrecadação.
Veja o modelo de cotas planejado para a o Carnaval 2026:
- Apresenta: uma cota disponível, no valor mínimo de R$ 10 milhões, sendo possível a ativação de uma marca sob a chancela “Apresenta” e mais cinco marcas sob a chancela “Patrocínio”;
- Patrocínio Master: uma cota disponível, no valor mínimo de R$ 5 milhões, sendo possível a ativação de uma marca sob a chancela “Patrocínio Master” e uma marca sob a chancela “Patrocínio”;
- Apoio: duas cotas disponíveis, no valor mínimo de R$ 2 milhões cada, sendo possível a ativação de uma marca sob a chancela “Apoio”;
- Colaboração: três cotas disponíveis, no valor mínimo de R$ 500 mil cada, sendo possível a ativação de uma marca sob a chancela “Colaboração”.
Em nota divulgada em outubro, quando o prazo foi estendido pela última vez, a Belotur se mostrava otimista. “A expectativa é consolidar novas parcerias nas próximas semanas”, informou a empresa na ocasião.
O BHAZ procurou a prefeitura para comentar sobre o cenário e saber se há um “plano B” e aguarda retorno.











