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Queda de avião da PF no Aeroporto da Pampulha: veja quem são as vítimas e o que se sabe

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A queda de um avião da Polícia Federal no Aeroporto da Pampulha, em BH, mobilizou o Corpo de Bombeiros e demais órgãos competentes (Reprodução + CBMMG/Divulgação)

A queda de um avião da Polícia Federal no Aeroporto da Pampulha, em BH, na tarde dessa quarta-feira (6) mobilizou o Corpo de Bombeiros e demais órgãos competentes. Duas pessoas morreram carbonizadas e uma foi socorrida e encaminhada ao Hospital João XXIII com ferimentos.

Dinâmica do acidente

Segundo os bombeiros, o avião chegou a decolar e instantes depois perdeu altitude, vindo a cair na área lateral da pista. A aeronave pegou fogo após atingir o chão, por volta das 14h27.

Uma transmissão ao vivo captou o diálogo entre o controlador de solo e o controlador da torre no Aeroporto da Pampulha no momento do acidente.

“Você visualizou o cara decolando? Escutou um barulho? Parece que houve uma queda de altura. Poderia confirmar se ele está voando?”, disse o controlador de solo.

“Confirmo, acidentado na cabeceira do trecho. Nas proximidades da área dos bombeiros. Nós visualizamos aqui infelizmente a fumaça do evento”, respondeu o controlador da torre.

O avião que caiu no Aeroporto da Pampulha tinha feito dois voos curtos antes do acidente. De acordo com o site Flight Radar, que monitora trajetos de aeronaves, o avião decolou na segunda (4) e também na terça-feira (5). Os dois voos foram feitos no entorno de Belo Horizonte e região metropolitana.

Quem eram as vítimas

Os militares que trabalham ao lado do aeroporto, na academia de Bombeiros Militar, realizaram o primeiro atendimento às vítimas. Logo que as equipes chegaram no local, se depararam com duas pessoas já mortas.

As vítimas fatais eram os policiais federais Guilherme de Almeida Irber e José Moraes Neto. Um terceiro tripulante, o mecânico da empresa terceirizada Walter Luís Martins, foi socorrido e encaminhado ao hospital João XXIII.

Segundo a Polícia Federal, ele se encontra em atendimento, lúcido e orientado.

Guilherme de Almeida Irber (Reprodução/Redes sociais)
José Moraes Neto (Reprodução/Redes sociais)

Modelo do avião

O avião da Polícia Federal era do modelo Cessna Caravan, de pouso convencional, com capacidade de 11 lugares e fabricado em 2001. Ele não tinha autorização para táxi aéreo.

Causas da queda

Em nota, a PF informou que já iniciou investigação para apurar as circunstâncias do acidente. Peritos especialistas em segurança de voo e acidentes aéreos foram enviados ao local do acidente para auxiliar nas apurações.

“O Diretor-Geral da instituição, Andrei Rodrigues, também irá ao local. A Polícia Federal se solidariza com os familiares e amigos das vítimas e decreta luto oficial de três dias”, diz a nota.

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), também foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a queda do avião.

“Na Ação Inicial são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado que realiza a coleta e a confirmação de dados, a preservação dos elementos da investigação, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias à investigação”, informou órgão vinculado à FAB (Força Aérea Brasileira).

Segundo o Cenipa, a conclusão da investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes.

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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