Movimentos sociais que ocupam um prédio considerado centro de tortura da ditadura militar, na av. Afonso Pena, em Belo Horizonte, denunciam que a Polícia Militar tenta impedir a entrada de manifestantes no local.
Renato Campos, um dos coordenadores do movimento, conta que os agentes chegaram ao local na manhã desta quarta-feira (2), um dia após a ocupação. Fitas zebradas foram colocadas na entrada do espaço que, hoje, é de responsabilidade do Governo Estadual.
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Uma representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG) esteve no local para reunião com representantes do movimento. Ela prometeu levar as demandas ao Governo Estadual.
A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL), presidente de Direitos Humanos da Assembleia de Minas, também esteve na ocupação e avaliou como “legítimo” o protesto realizado no prédio.
A parlamentar explicou que, nesta manhã, se reuniu com a secretária de Desenvolvimento Social, Alê Portela, para tratar sobre as demandas dos manifestantes. Segundo Bella, Alê se comprometeu a participar de uma reunião na tarde de hoje sobre o assunto.
“Falei com ela sobre a importância de se abrir o diálogo com o movimento para que a gente tenha aqui, a abertura do espaço de forma mais imediata, ainda que a gente queira reforma e tudo. A secretária colocou que existiam pessoas no governo com ideias privatistas para este espaço. Já surgiu até a ideia de fazer aqui a Casacor, o que seria um absurdo. Imagine tomar champanhe em cima de um campo de tortura”, comentou a deputada sobre o plano frustrado de realizar o evento de arquitetura no local.
Prédio
Durante o regime militar, o prédio foi usado como a unidade para recebimento de presos, segundo pesquisas. Os detidos passavam por torturas psicológicas e privações no local.
O prédio ainda abriga celas e espaços que seriam usados como solitárias e ambiente de tortura. Após a redemocratização, unidades da polícia civil foram hospedadas no prédio. Em 2018, o governo de Minas fechou o espaço e prometeu criar um museu para a memória das vítimas da ditadura militar, mas até hoje o projeto não foi concluído. Os manifestantes exigem a elaboração do museu.











