A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os suspeitos são quatro menores de idade, conhecidos da vítima. O caso aconteceu na madrugada do último sábado (13).
Em entrevista ao BHAZ, a mãe da adolescente explicou que a filha reuniu nove pessoas em casa para um churrasco. Além da vítima, estavam no local os quatro suspeitos, duas amigas da menina e o namorado de uma delas, que também convidou outro amigo. Todos com cerca de 17 anos. Na hora da confraternização, a mãe estava na igreja com o marido e, após isso, dormiu na casa da sogra.
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De acordo com a mulher, os autores são amigos da vítima. Um deles, inclusive, conhecia a adolescente desde o seis anos de idade. “Eles vinham aqui em casa, comiam aqui, brincavam com a minha filha”, afirma ela.
Entenda
Antes do crime acontecer, as duas amigas da adolescente, o namorado de uma delas e o amigo dele foram embora, ficando na residência apenas a vítima e os quatro suspeitos. À Polícia Militar, a adolescente relatou que todos faziam uso de bebida alcoólica e que ela acredita ter sido dopada em algum momento com uma substância semelhante ao “Boa Noite, Cinderela”, já que perdeu a consciência.
A vítima explicou que não se lembra da sequência dos fatos, apenas que acordou na cama, sem as roupas, com dois suspeitos em cima dela, enquanto um terceiro olhava.
O amigo de infância da adolescente não estava neste momento, mas admitiu por mensagens ter participado do ato. Na conversa, o adolescente também disse estar arrependido. “Não acho certo em momento algum, mas na hora, com álcool na cabeça, você nem percebe a merda que tá acontecendo”, escreveu.
A mãe da adolescente revela que a filha começou a receber ameaças após sofrer os abusos. “Um dos meninos falou pra ela que se ela contasse para alguém, iria matar ela e eu”, afirma. Ainda segundo a mulher, a mãe de um dos suspeitos, que é advogada, também teria coibido a vítima.
A adolescente foi encaminhada a um hospital de Contagem. Durante o atendimento médico, familiares dos suspeitos foram até o local para tentar contato com ela. “Minha filha aceitou falar com eles, porque a mãe desse amigo de infância dela estava lá. Durante a conversa, eles começaram a nos coagir e os funcionários do hospital tiveram que intervir”, narra a mulher.
Em nota enviada, a PC informou que instaurou um procedimento para apurar o caso. A corporação destacou ainda que, devido à natureza sigilosa da investigação, outras informações serão repassadas em momento oportuno.










