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Polícia identifica adolescentes que vandalizaram escolas de Contagem com símbolos nazistas

15/12/2022 às 16h16
escola-contagem
A Polícia Civil identificou os quatro adolescentes responsáveis por vandalizar duas escolas públicas de Contagem com mensagens nazistas (Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil identificou os quatro adolescentes responsáveis por vandalizar duas escolas públicas de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, com mensagens nazistas e supremacistas. Segundo a corporação, eles responderão pelos atos infracionais análogos ao delito de dano ao patrimônio público e ao crime previsto na Lei Antirracismo de propagação de símbolos que referenciam o nazismo.

Os atos de depredação foram planejados por quatro adolescentes, dois de 14 anos, um de 15 e outro de 17, estudantes das instituições alvo dos ataques. De acordo com o delegado Leandro de Oliveira Silva, titular da 3º Delegacia de Polícia Civil em Contagem, os jovens utilizaram redes sociais e aplicativos de mensagem para planejar a ação.

Como informa o delegado, os adolescentes foram, primeiro, à Escola Municipal José Silvino Diniz, no bairro Solar do Madeira. “Chegando lá, pularam um dos muros da escola e praticaram diversos atos de depredação, entre eles pichações nas paredes com símbolos que referenciam o nazismo”, pontua.

Dali, os suspeitos se dirigiram até a Escola Municipal Professora Maria Martins, localizada no bairro Tropical, distante cerca de 5 quilômetros da primeira. “Da rua, eles arremessaram pedras, quebraram algumas janelas, e foram embora”, descreve Leandro.

Adolescentes se disseram ‘perseguidos’

Em depoimento, os adolescentes argumentaram que se sentiam perseguidos pelas escolas e queriam chamar a atenção quanto a isso. “Eles assumiram a prática dos fatos, mas todos afirmaram que não planejaram nenhum ataque violento a professores e alunos”, disse o delegado.

Os pais dos autores, bem como diretores e funcionários das instituições de ensino. No decorrer dos levantamentos, os policiais civis ainda apreenderam uma réplica de arma de fogo na posse dos adolescentes.

Segundo o delegado, uma foto do objeto foi utilizada em perfis de redes sociais criados pelos autores, “de forma a impor medo”. O caso foi encaminhado à Justiça para análise.

Com Polícia Civil

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

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