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Lagoa da Pampulha: Qualidade da água já permite navegação e esportes náuticos, diz Prefeitura de BH

02/07/2024 às 12h40
lagoa da pampulha
A ação busca viabilizar a reativação da navegação turística e esportiva na Pampulha. (Beatriz Kalil Othero/BHAZ)

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) divulgou, nesta terça-feira (2), um novo relatório que mostra as condições atuais da qualidade das águas da Lagoa da Pampulha. Segundo a administração municipal, a lagoa “apresenta hoje qualidade suficiente para a prática de esportes náuticos e navegação”.

As amostras foram coletadas no último dia 3 de junho e são referentes aos meses de março a maio deste ano. Segundo a prefeitura, todos os 27 parâmetros analisados obtiveram resultado positivo, especialmente o que diz respeito à presença de indicadores da existência de elementos que transmitem doenças.

Do limite de até 2,5 mil NPM/100 ml do E. Coli, a Lagoa apresentou índice de 220 NPM/100 ml, o que seria menos de 10% do limite total. A prefeitura ainda traçou um comparativo das águas da Pampulha com as do famoso Rio Sena, em Paris, na França, cuja qualidade não estaria dentro do limite considerado aceito.

“Para se ter uma ideia, o Rio Sena, em Paris, apresentou recentemente resultados superiores a 1.000 NPM/100ml, o que inviabiliza a prática de competições do triatlo e maratona aquática, e foi um alerta para os organizadores das Olimpíadas de Paris, que acontecerá daqui a menos de 30 dias”, reforça a PBH. 

A administração municipal explica que, no caso da Lagoa da Pampulha, todos os indicadores estão abaixo do limite da Classe 3, o que atende à resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

“O espelho d’água da Lagoa da Pampulha apresenta boa transparência, sem presença de floração de algas e de maus odores”, diz a prefeitura.

Qualidade da água pode variar

A prefeitura de BH explica, porém, que mesmo com indicadores de qualidade da água da Lagoa da Pampulha com limites compatíveis à classificação de Classe 3, ela continuará sujeita a variações em sua qualidade, pois trata-se de um lago urbano, que sempre será afetado por fontes poluidoras.

“Entre elas, a poluição difusa em função da lavagem do solo pelas chuvas, eventuais vazamentos no sistema de esgotamento sanitário, lançamento de efluentes domésticos e/ou industriais clandestinos) que podem superar a sua capacidade de autodepuração. Assim, variações localizadas e momentâneas de qualidade de água no reservatório podem ocorrer”, explica.

O grande diferencial alcançado, segundo a PBH, é que hoje ela responde em curto prazo às agressões provocadas pelo aporte de poluentes que provocam alterações na qualidade da água.

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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