O contrato de operação dos ônibus municipais de Belo Horizonte se encerra em 2028. De olho na data, a Prefeitura de BH firmou uma parceria com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para elaboração do novo modelo de transporte público a ser adotado na capital mineira para as próximas décadas.
O presidente do banco, Aloízio Mercadante, esteve na prefeitura para formalizar a parceria com o prefeito de BH, Álvaro Damião, na manhã desta terça-feira.
O atual modelo atende cerca de 950 mil passageiros por dia útil, tendo 3 mil veículos em operação. O novo contrato deve redesenhar a rede de ônibus da capital mineira, criando novas linhas e encerrando outras, além de haver a previsão da implantação de faixas exclusivas e preferenciais para ônibus e novos corredores de BRT.
Outro ponto indicado pela prefeitura para a elaboração do edital é a definição da estrutura tarifária de forma a reduzir os subsídios da prefeitura para manutenção do sistema. Entre outros, é apontada a possibilidade de exploração comercial dos terminais e de outras infraestruturas do sistema.
“A prioridade é diminuir o valor do subsídio, diminuir o valor da passagem que se paga em Belo Horizonte e melhorar a qualidade da entrega. A entrega que eu falo é o horário a ser cumprido”, afirma o prefeito Álvaro Damião. E disse ainda: “[O subsídio] é um dinheiro que você poderia estar usando em qualquer outra área da cidade, então quando você consegue diminuir esse subsídio, você tem mais poder de investimento em saúde, educação, infraestrutura”.
Nesta terça-feira, Belo Horizonte publicou uma portaria reduzindo o tempo máximo de atraso dos coletivos de 30 para 15 minutos.
Um dos pilares do novo projeto, segundo a prefeitura de BH, é a iniciativa de descarbonização da frota. Há previsão de eletrificação da frota, com a substituição gradual dos ônibus a diesel por veículos elétricos, o que inclui a definição de infraestrutura de recarga dos coletivos.
“Nós estamos financiando também a aquisição de 100 ônibus elétricos, que é mais um capítulo de uma cidade com menos poluição, menos emissão de fumaça preta, menos CO2 e mais conforto para a população”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, acrescentando que o objetivo do estudo é garantir um transporte “mais rápido, confiável e acessível”.










