A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou, nesta terça-feira (10), os triciclos motorizados que vão substituir o uso de carroças, proibidas na capital mineira desde o último 22 de janeiro, conforme a nova lesgilação. Os veículos foram testados, inclusive, pelo prefeito Álvaro Damião, que chegou a dirigir um dos modelos.
Os veículos elétricos podem atingir até 52 km/h e têm autonomia média de 100 quilômetros por carga, podendo chegar a até 140 quilômetros, a depender da região e do relevo. “Em cidades com muitas ladeiras, como Belo Horizonte, a quilometragem pode ser um pouco menor”, explica Vladimilson Reis, diretor da empresa Fusco Motosegura, responsável pelos produção dos triciclos.
Segundo Reis, o carregamento do veículo é feito em tomada residencial de 220 volts e leva cerca de cinco horas para uma carga completa. “O consumo total é de aproximadamente 7 quilowatts, o que representa um custo médio em torno de R$ 6 por recarga, valor que pode variar conforme a tarifa da concessionária de energia”, afirma o diretor.
O custo de compra de cada triciclo varia conforme a configuração solicitada pelo município e fica, em média, entre R$ 55 mil e R$ 70 mil. Atualmente, a linha elétrica conta com oito modelos disponíveis.
Como a substituição vai funcionar?
Após os testes, a prefeitura irá repassar os veículos para os 419 carroceiros cadastrados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Para dirigir o triciclo, será necessário ter carteira de habilitação para moto. Para aqueles que ainda não têm, o município vai oferecer um prazo de até um ano para a retirada da chamada carteira social.
“Durante esse período, os trabalhadores serão acolhidos pelo corpo técnico da prefeitura e, ao concluírem o processo de habilitação dentro do prazo estabelecido, também terão direito a receber o veículo. Nós forneceremos meios para que todos os carroceiros consigam a habilitação necessária”, explica João Paulo Menna, Secretário Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte.
Durante o trabalho para transição e inclusão social dos carroceiros, foram cadastrados 612 animais, que também passaram por um processo de microchipagem, vacinação e vermifugação. Os carroceiros poderão optar pela manutenção da posse ou pela doação voluntária dos animais.
“Queremos que os animais sejam preservados, cuidados, mas que o trabalhador, que até ontem usava uma carroça, passe a ter conforto e condições”, destacou o prefeito Álvaro Damião, durante a assinatura do decreto que cria o programa de substituição.










