Shaylon Cristian Ferreira Moreira se tornou réu pela morte do policial penal Euler Pereira Rocha, de 42 anos, assassinado durante uma escolta no Hospital Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O agente estava acompanhado de outro policial penal no momento do crime, ocorrido em agosto de 2025.
Segundo as investigações, o suspeito teria se aproveitado de um momento de descuido do agente para entrar em luta corporal com ele. Durante a briga, Shaylon conseguiu tomar a arma do policial e efetuou dois disparos contra a vítima. Após o assassinato, o suspeito fugiu do hospital vestindo a farda de Euler e levando a arma utilizada no crime.
Euler era servidor do sistema prisional desde 2009. Na época, tinha 42 anos.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi recebida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souz. Com a decisão, Shaylon passa a responder criminalmente por homicídio qualificado.
Relembre o caso
Um detento, de 24 anos, matou um policial penal a tiros na madrugada deste domingo (3), dentro do Hospital Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com o boletim de ocorrência, o presidiário é considerado de alta periculosidade com grande número de registros policiais e processos judiciais em andamentos.
O detento estava internado na unidade de saúde para tratamento médico desde o dia 27 de julho. Na madrugada de domingo (3), o autor teria se aproveitado de um momento de descuido do agente penitenciário responsável pela escolta dele e entrado em luta corporal com o policial. Durante a briga, o preso conseguiu pegar uma arma do agente e o matou com dois tiros.
Uma funcionária do hospital relatou à Polícia Militar que estava em um corredor próximo quando ouviu gritos de “perdeu, perdeu”. Ela disse que tentou abrir a porta do quarto, mas que alguém a impediu pelo lado de dentro, dizendo para “aguardar”.
Em seguida, o autor vestiu a farda do policial e roubou a bolsa dele. O detento saiu do quarto se passando pelo agente e informou à funcionária que “estava tudo tranquilo”. A testemunha, no entanto, contou que viu respingos de sangue no chão e o preso lavando as mãos ensanguentadas na pia.
Estranhando a situação, uma equipe do hospital entrou no quarto e encontrou o policial caído ao chão. Eles deram início às manobras de reanimação, mas o agente não resistiu aos ferimentos e morreu.
Fuga
Enquanto isso, o detento solicitou ajuda a uma mulher para chamar um carro de aplicativo. Ele disse que estava com a mãe passando mal e que não tinha telefone. Achando se tratar de um policial penal, a mulher atendeu ao pedido do autor.
Durante a fuga do detento em um carro de aplicativo, a Polícia Militar foi informada sobre o ocorrido. Os policiais deram início à perseguição e conseguiram localizar o veículo e o autor. Como o suspeito estava com um corte na testa, ele foi encaminhado para o Hospital João XXIII.










