Imagens de segurança registraram o momento em que André Junior Silva de Carvalho, de 24 anos, suspeito de matar Stifanie Firmino Silva, de 35, deixou o apartamento da vítima na manhã dessa segunda-feira (20), no bairro Carmagos, na região Oeste de Belo Horizonte. O registro mostra o homem saindo do imóvel com malas e mancando. Ele foi preso nesta terça-feira (21) e confessou o crime.
A vítima foi encontrada morta na segunda-feira (20), dentro do apartamento onde morava. De acordo com fontes ligadas ao caso, André se entregou voluntariamente após ser orientado por amigos e familiares. Após prestar depoimento, ele permaneceu à disposição das autoridades enquanto a investigação prossegue.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga a possibilidade de que o homem tenha saqueado o apartamento da namorada. Após se entregar no Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele foi levado pelos policiais para reconhecer os pertences furtados.
Veja o vídeo:
Suspeitas
O sumiço de Stifanie Silva foi percebido por uma das amigas após uma mudança de hábito. Conforme relatos ouvidos pelo BHAZ, ela frequentemente enviava mensagens por áudio, mas nos últimos cinco dias o número dela realizava contato apenas por mensagem de texto, inclusive, usando o pronome masculino para se referir a si mesma.
Amigas de Stifanie já haviam demonstrado preocupação com a situação emocional dela, mas a suspeita de que algo poderia ter ocorrido surgiu após a mulher supostamente cometer um erro gramatical.
“Ela sabia diferenciar ‘obrigado’ de ‘obrigada’”, afirmou uma vizinha que preferiu não se identificar. Diante da estranheza, a amiga enviou um ultimato. “Me manda um áudio para eu ficar mais tranquila. Se você não me mandar um áudio, eu vou chamar a polícia e mandar arrombar”.
Thiago Corrêa, vizinho de porta de Stifanie, disse que ela sempre foi muito expressiva. “Sempre escutava ela chegando em casa, mexendo bastante a chave, mandando áudio para alguém… até para mim, as mensagens que ela mandava de vez em quando, ela mandava por áudio, ela gostava muito de falar”, relatou. Ele notou que, desde a última quarta-feira (15), o silêncio no apartamento vizinho era absoluto.
De acordo com o vizinho, ele disse ainda ter cruzado com o suspeito no corredor na manhã desta segunda, por volta das 8h. Ele descreveu o homem como alguém de aparência “apática” e que não demonstrava emoções. “Ele sempre passava, mas não dava um bom dia, não dava um boa tarde, sempre com uma cara bem apática”, disse.
A situação chegou ao limite quando a portaria e os vizinhos, preocupados com o sumiço, decidiram bater à porta de Stifanie. Thiago Corrêa relatou que, ao abrirem as janelas para tentar contato, sentiram um “odor muito forte de decomposição”. A polícia foi acionada e confirmou que o corpo já estava no local há um período de três a cinco dias. “É muito doído… pela maldade da pessoa ficar lá quatro dias com ela lá dentro”, desabafou uma das amigas que acompanhou as buscas.
Stifanie morava sozinha e vivia um momento de fragilidade após a perda recente da mãe e do irmão. Segundo pessoas próximas, ela era diagnosticada com bipolaridade e ansiedade, recebendo assistência constante de membros da igreja onde ela congregava. A mulher teria conhecido o suspeito há cerca de um mês por meio de aplicativo de relacionamentos. No entanto, o casal já havia apresentado sinais de conflito, como uma briga ocorrida no condomínio, presenciada por vizinhos.










