O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais enviou uma nova equipe especializada em busca e salvamento para auxiliar os trabalhos em Petrópolis. Por causa das chuvas intensas, houveram diversos desabamentos e a corporação vai trabalhar nas ações de resposta aos desastres até a quinta-feira (3). Os 14 militares começaram as atividades na região denominada subárea Alpha 3, no Morro da Oficina, nesta sexta-feira (25), em apoio aos Bombeiros do Rio de Janeiro.
O comandante do Comando Operacional de Bombeiros de Juiz de Fora, coronel Eduardo Gomes Ângelo da Silva, conta que os profissionais de Minas focam na busca de vítimas. “Nosso principal objetivo é trabalhar nesta área, em que temos a possibilidade de encontrar duas vítimas. Para tanto, estamos trabalhando principalmente com desmanche hidráulico e limpeza do terreno”, explica o chefe da equipe.
Nesta semana de buscas, o coronel revela que os militares não contarão com a ajuda dos cães bombeiros Bono e Chronos. “Os cães voltaram com a primeira equipe e, se necessário, retornarão com a próxima equipe”, detalha. A equipe do coronel Ângelo dará continuidade ao trabalho desenvolvido pelos 14 militares mineiros que encerraram a missão na quinta-feira (24), em operação de revezamento.
Alto risco
O grupo de buscas ainda encontra terreno bastante instável, com possibilidade iminente de novos desabamentos. “É um local de alto risco e a nossa maior dificuldade é manter a segurança da equipe e de civis que estão próximos. Sem dúvida, encontramos uma situação bem complexa, mas nossas equipes estão preparadas para esse tipo de missão. Então, temos trabalhado com certo conforto, apesar do risco”, afirma.
O coronel destaca ainda que só por meio de treinamento é possível superar as dificuldades desse tipo de missão. “É preciso fazer os escoramentos devidos, identificar áreas de possível réplica e novos desabamentos. Mas, a área em que estamos trabalhando já está bem sinalizada, com alguma segurança”.
Além do coronel Ângelo, há um capitão, dois tenentes e mais dez militares em Petrópolis. Sete são do Batalhão Ambiental e de Resposta a Desastres, sediado em BH, e três do pelotão de Emergências Ambientais do Terceiro Comando Operacional, de Juiz de Fora.
Auxílio
A tragédia de Petrópolis já deixou 217 mortos e 33 desaparecidos até hoje. O coronel Ângelo relatou que, além de encontrar as pessoas desaparecidas, os bombeiros estão no Rio para contribuir com a população de Petrópolis.
“Uma [contribuição] é trazer o know-how das equipes mineiras, acostumadas a desastres em regiões semelhantes a essa, tanto na região metropolitana de BH, quanto em outras áreas do estado. E também as ferramentas que temos em Minas, e as equipes aqui não possuem”, destaca.
O coronel diz que espera retornar para Minas com a sensação de dever cumprido. “Para a semana de trabalho, esperamos encontrar as duas vítimas que buscamos na área em que estamos empenhados e dar o apoio necessário à equipe do Corpo de Bombeiros do RJ, que tem trabalhado com muito afinco na recuperação dessas pessoas que ainda estão desaparecidas”, conclui.
Com Agência Minas








