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Criança fantasiada de Hitler em escola particular é alvo de investigação; colégio pede desculpas

27/10/2022 às 18h50
fantasia de hitler em escola
Colégio diz que criança chegou vestida de Hitler sem conhecimento prévio da instituição (Reprodução/@colégio.cotiguara)

Uma festa à fantasia de um colégio particular de Presidente Prudente (SP) tornou-se alvo de investigação por parte do Ministério Público de São Paulo. É que uma criança participou do evento vestida como Hitler, e a própria instituição publicou, nas redes sociais, imagens que mostram o garoto trajado como o ditador.

A festa ocorreu ontem (26) e o colégio Cotiguara passou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Após a repercussão negativa, a escola publicou nota em que assume ter ocorrido “grave erro” e pede desculpas, “especialmente à comunidade judaica” e a todos “alcançados, direta ou indiretamente, pelo holocausto”.

Na nota, publicada no Instagram, o colégio ainda diz que prestará esclarecimentos junto à comunidade escolar, com o propósito pedagógico de “rememorar as graves atrocidades e os crimes cometidos pelo regime nazista contra a humanidade”. Em outro trecho, explicam ainda que o aluno compareceu fantasiado “sem prévio conhecimento” da escola.

Ministério Público pede investigação por fantasia de Hitler

O Ministério Público de São Paulo abriu procedimento para apurar as circunstâncias que levaram o garoto a ir fantasiado de Hitler para a festa de Halloween da escola. Ao g1, o promotor de Justiça da Infância e Juventude, Marcos Akira Mizusaki, confirmou que ouvirá os pais do aluno. Ele também demonstrou preocupação com a exposição do garoto, já que as imagens foram publicadas pelo colégio.

Veja a nota do colégio Cotiguara na íntegra:

Apologia ao nazismo é crime

Segundo a lei 7.716/1989, é crime “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo“. A pena de reclusão varia de dois a cinco anos e multa.

Também é considerado crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena de reclusão varia entre um e três anos, além de multa.

Roberth R Costa

De estagiário a redator, produtor, repórter e, desde 2021, coordenador da equipe de redação do BHAZ. Participou do processo de criação do portal em 2012; são 11 anos de aprendizado contínuo. Formado em Publicidade e Propaganda e aventureiro do ‘DDJ’ (Data Driven Journalism). Junto da equipe acumula 10 premiações por reportagens com o ‘DNA’ do BHAZ.
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Roberth R Costa

Email: [email protected]

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