Uma festa à fantasia de um colégio particular de Presidente Prudente (SP) tornou-se alvo de investigação por parte do Ministério Público de São Paulo. É que uma criança participou do evento vestida como Hitler, e a própria instituição publicou, nas redes sociais, imagens que mostram o garoto trajado como o ditador.
A festa ocorreu ontem (26) e o colégio Cotiguara passou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Após a repercussão negativa, a escola publicou nota em que assume ter ocorrido “grave erro” e pede desculpas, “especialmente à comunidade judaica” e a todos “alcançados, direta ou indiretamente, pelo holocausto”.
Na nota, publicada no Instagram, o colégio ainda diz que prestará esclarecimentos junto à comunidade escolar, com o propósito pedagógico de “rememorar as graves atrocidades e os crimes cometidos pelo regime nazista contra a humanidade”. Em outro trecho, explicam ainda que o aluno compareceu fantasiado “sem prévio conhecimento” da escola.
Ministério Público pede investigação por fantasia de Hitler
O Ministério Público de São Paulo abriu procedimento para apurar as circunstâncias que levaram o garoto a ir fantasiado de Hitler para a festa de Halloween da escola. Ao g1, o promotor de Justiça da Infância e Juventude, Marcos Akira Mizusaki, confirmou que ouvirá os pais do aluno. Ele também demonstrou preocupação com a exposição do garoto, já que as imagens foram publicadas pelo colégio.
Veja a nota do colégio Cotiguara na íntegra:
Apologia ao nazismo é crime
Segundo a lei 7.716/1989, é crime “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo“. A pena de reclusão varia de dois a cinco anos e multa.
Também é considerado crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena de reclusão varia entre um e três anos, além de multa.












