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Guilherme de Pádua: Sindicato dos Artistas vai pedir cassação de registro profissional

12/08/2022 às 09h25 - Atualizado em 12/08/2022 às 09h32
Guilherme de Pádua
Guilherme de Pádua assassinou a atriz Daniella Perez (Reprodução/Redes sociais)

O Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro (Sated-RJ) vai pedir a cassação da licença profissional de atuação de Guilherme de Pádua no Ministério do Trabalho.

Três semanas após a estreia da série documental “Pacto brutal: O assassinato de Daniella Perez”, na HBO Max, o sindicato descobriu que o assassino confesso da atriz ainda é registrado como profissional pela associação.

“Fui alertado por vários associados e decidi investigar. O senhor Guilherme de Pádua ainda possui o registro profissional, que não foi cedido pelo Sated do Rio”, começa Hugo Gross, presidente do sindicato, em entrevista ao F5.

Segundo Gross, o registro foi obtido em Minas Gerais. “Já fiz um contato inicial com a presidente do sindicato mineiro, Magdalena Rodrigues, e estou aguardando a resposta. O próximo passo é entrar com uma ação conjunta no Ministério do Trabalho pedindo a cassação”.

Surpresa com registro

O presidente do sindicato disse ter ficado surpreso por não terem cassado o registro do ator na época do crime.

“Não entendi o que aconteceu, mas são outros tempos. Nós não compactuamos com pessoas que tenham essa tendência de manchar a imagem da nossa categoria. Não podemos permitir que esse cidadão possa amanhã querer voltar a trabalhar como ator”.

O site também procurou Magdalena Rodrigues para entender o caso. “A gente não sabe do Guilherme de Pádua há mais de 30 anos, desde que ele saiu daqui para tentar a vida de ator no Rio. Achei estranho ele ainda ter o registro profissional e concordo com a sua cassação”, explica a presidente do Sindicato dos Artistas de Minas Gerais (Sated-MG).

A presidente do sindicato ainda confirmou que foi Minas que emitiu um atestado de capacitação para que o assassino confesso tirasse o registro profissional, no fim dos anos 1980.

“Não tem nenhuma atualização nos últimos anos. Ele não faz mais parte do quadro de associado há muito tempo porque sempre foi inadimplente. Aliás, nunca pagou”, completou.

Crime

Daniella Perez foi assassinada aos 22 anos, em 28 de dezembro de 1992. Ela foi morta a tesouradas por Guilherme de Pádua, com quem fazia par romântico na novela “De Corpo e Alma”, que estava no ar na época. A então esposa dele, Paula Thomaz, também colaborou com a execução do crime.

Guilherme foi condenado a 19 anos e seis meses de cadeia, cinco anos após o assassinato. Posteriormente, a pena foi reduzida a seis anos.

Ele se tornou pastor e, em 2021, pregava em uma igreja evangélica de Belo Horizonte. Guilherme de Pádua apagou as redes sociais em novembro do ano passado depois que o documentário sobre o crime foi anunciado (relembre aqui).

Ele tinha um perfil com 40 mil seguidores até então. O assassino confesso também deixou de atualizar o próprio canal no YouTube, onde costumava publicar vídeos sobre a conversão dele à religião evangélica.

Vitor Fernandes

Sub-editor, no BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018, 2019, 2020 e 2022), Sindibel (2019), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).
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Email: [email protected]

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