Depois da decisão judicial que permitiu o reencontro entre o influencer Agenor Tupinambá e a capivara Filó, o Ibama declarou, nesta segunda-feira (1º), que o rapaz não é um ribeirinho. Natural do Amazonas, Agenor tem mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais e costuma compartilhar o dia a dia na fazenda em que vive.
Pelo Instagram, o fiscal Roberto Cabral disse que o influencer é “um fazendeiro” e “herdeiro”. Ele explica, ainda, que não é permitido explorar a imagem de animais silvestres nas redes sociais.
“Se trata de um influencer e não de um ribeirinho. Ele não é um ribeirinho, ele é um fazendeiro, é um biombo herdeiro. Não é uma pessoa hipossuficiente. É um influencer com milhares de seguidores”, declarou.
O fiscal do Ibama alega, ainda, que além da capivara, outros animais silvestres também teriam sofrido maus-tratos na posse de Agenor. O jovem foi multado em mais de R$ 17 mil pelo Ibama após ser denunciado por suspeita de exploração animal.
“A primeira questão é que não é só uma capivara. Se trata de uma capivara, se trata de outra capivara que teria morrido, de duas preguiças sendo que uma delas morreu, duas jiboias, duas pacas, duas araras, uma coruja, uma ariranha, ou seja, uma série de animais que foram explorados de forma ilegal para se conseguir likes na internet”, declarou Roberto.
Relembre o caso
O jovem ribeirinho Agenor Tupinambá vive em uma fazenda em Autazes, no interior do Amazonas. O influencer ficou conhecido nas redes sociais ao compartilhar a rotina dele ao lado de Filó e outros animais da área rural.
Além da multa e da devolução da capivara, o jovem recebeu notificação para excluir todos os vídeos envolvendo Filó das redes sociais. Agentes do Ibama compareceram à faculdade de Agenor procurando por ele, naquele dia.
O tiktoker teve que entregar a capivara a um centro de tratamento animal, sob a acusação de que a retirou de seu habitat natural. Um vídeo publicado na sexta-feira mostrou a despedida dos dois.
Nesse domingo (30), no entanto, a Justiça Federal concedeu a guarda provisória da capivara Filó a Agenor. Em decisão publicada nas redes sociais pela deputada estadual Joana Darc, o juiz Márcio André Lopes Cavalcante, determinou que o Ibama entregasse o animal de volta ao tutor até o desfecho do processo judicial.
“Pelos diversos vídeos divulgados, constata-se que o autor vive em perfeita e respeitosa simbiose com a floresta e com os animais ali existentes. Não há muros ou cercas que separam o casebre de madeira do autor em relação aos limites da floresta”, escreveu o magistrado.












