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Morre segunda vítima de ataque a tiros em escola estadual do Paraná; adolescentes eram namorados

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Alunos de escola no Paraná
Karoline e Luan compartilhavam fotos juntos nas redes sociais (Reprodução/Instagram)

Luan Augusto, o segundo adolescente atingido no ataque a tiros em uma escola estadual do Paraná não resistiu aos ferimentos e também morreu, na madrugada desta terça-feira (20). A informação foi confirmada pelo Hospital Universitário de Londrina, onde o jovem estava internado. A família do estudante autorizou a doação dos órgãos. 

Além de Luan, a adolescente Karoline Verri Alves, de 16 anos foi baleada e morreu ainda no local. Os dois eram namorados.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) do Paraná, o suspeito é ex-aluno do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé. O homem de 21 anos foi preso e um adolescente suspeito de participar do crime foi detido.

Vítimas eram casal

A professora Nara Cordeiro, do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, disse em entrevista à CBN que os dois adolescentes que morreram eram um casal. Nas redes sociais, os dois compartilhavam fotos juntos e declarações de amor.

Segundo a professora, no momento do ataque, os alunos ouviram um barulho que parecia uma bombinha. Como os estrondos, eles ficaram assustados.

Nara Cordeiro também afirmou ainda que ajudou os estudantes a fugir, já que o portão de entrada estava aberto. Eles conseguiram sair da escola e correr para ruas próximas.

Autoridades se pronunciam

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), condenou o ataque por meio das redes sociais. “A violência do brutal ataque em uma escola estadual em Cambé causa indignação e pesar. O assassino foi preso, será julgado e condenado pelo crime bárbaro que cometeu”, diz publicação.

“Como governador e pai a minha solidariedade aos familiares nesse momento de dor tão profunda. Paraná está em luto”, completou o governador, que decretou luto de três dias no estado.

O presidente Lula (PT) também lamentou o ocorrido. “Mais uma jovem vida tirada pelo ódio e a violência que não podemos mais tolerar dentro das nossas escolas e na sociedade. É urgente construirmos juntos um caminho para a paz nas escolas. Meus sentimentos e preces para a família e comunidade escolar”, disse.

Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que conversou com Ratinho Junior para manifestar solidariedade e colocar o governo federal à disposição para auxiliar o governo estadual.

Camilo Santana, ministro da Educação, afirmou que a pasta “vem atuando fortemente no apoio a estados e municípios para enfrentamento desse problema, com ações integradas desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho Interministerial instituído pelo presidente Lula, como elaboração de recomendações às redes, liberação de recursos para implementação de medidas para proteção e segurança nas instituições de ensino”.

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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