O ônibus de turismo que tombou na noite desse domingo (27) na BR-262, em Ibatiba, no Espírito Santo, não poderia realizar a viagem, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ele estava autorizado a fazer outro trajeto. Segundo a agência, a licença de viagem previa o percurso entre Santa Bárbara (MG) e São Paulo (SP). Como o acidente aconteceu no Espírito Santo, o veículo estava fora do itinerário autorizado e, portanto, realizava uma operação irregular no momento do tombamento.
O veículo, de placa KJJ-3E79, é vinculado à empresa GOJ Transporte e Turismo Ltda. Ainda conforme a ANTT, o ônibus tinha Certificado de Segurança Veicular (CSV), certificado do cronotacógrafo e seguro de responsabilidade civil válidos.
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O acidente deixou três mortos e ao menos 44 feridos. O ônibus transportava 47 pessoas e seguia do ES para Contagem, na Grande BH.
Feridos foram levados para hospitais
Entre os feridos, 12 foram encaminhados ao Pronto Atendimento Municipal de Ibatiba e outros seis ao Pronto Socorro da Santa Casa de Iúna, em casos considerados de menor complexidade. Pacientes em estado mais grave foram levados para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), na Grande Vitória, para a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim e para outras unidades. Uma criança foi encaminhada ao Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, e uma pessoa com fratura exposta foi levada ao Hospital Padre Máximo, em Venda Nova do Imigrante. Alguns passageiros dispensaram atendimento.
Duas vítimas morreram após serem ejetadas do ônibus e encontradas sem sinais vitais. Uma terceira morreu durante o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Duas das vítimas foram identificadas como José Almeida Gonçalves, de 38 anos, e Vera Lúcia de Andrade, de 44. Os corpos devem ser liberados do IML de Venda Nova do Imigrante e levados para uma funerária em Belo Horizonte.
O ônibus havia saído de Itaoca, no litoral sul do Espírito Santo, com destino a Contagem. O tombamento ocorreu por volta das 21h22, na região conhecida como Curva da Ferradura, durante o retorno para Minas Gerais. Um passageiro relatou às equipes de resgate que o veículo teria apresentado problemas mecânicos durante a viagem. A causa do acidente ainda será investigada.
Cooperativa diz que ônibus não fazia parte de sua frota
Um documento relacionado à viagem, encaminhado à ANTT, apontava que o ônibus estava vinculado à Cooperativa de Transporte de Passageiros e Cargas, Turismo e Escolar de Minas Gerais Ltda. A entidade, porém, afirmou que o veículo acidentado não era inscrito, cadastrado ou credenciado pela Cooperativa Vanzeiros de Minas e que nunca integrou sua frota legalizada.
Segundo a cooperativa, a empresa proprietária possui outro veículo regularmente cadastrado na cooperativa, mas o ônibus envolvido no acidente não tinha relação jurídica, operacional ou cadastral com a entidade. A cooperativa também afirmou que sua atuação se limita ao suporte administrativo e à regularização dos veículos efetivamente associados e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.









