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Polícia vai investigar se pai do atirador de Aracruz o instruiu a usar arma

27/11/2022 às 15h47
Atirador de Aracruz
Adolescente usou duas pistolas do pai, que é policial militar (Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil vai investigar se o pai do atirador de Aracruz, que matou quatro pessoas em duas escolas no Espírito Santo, ensinou o filho de 16 anos a usar armas de fogo. A informação foi divulgada pelo delegado-chefe da corporação, José Darcy Arruda, em entrevista ao Jornal Nacional.

“Vamos investigar, não só se o pai que o ensinou a dirigir, como também se foi o pai que o instruiu a utilizar arma. Se ficar provado que o pai, de certa forma, teve um concurso para esse tipo de comportamento, certamente responderá também”, declarou.

O autor do ataque em Aracruz foi apreendido ainda na sexta-feira (25). Ele usou duas pistolas do pai, que é policial militar, para atirar em funcionários e alunos da Escola Estadual Primo Bitti e do Centro Educacional Praia de Coqueiral.

O jovem de 16 anos dirigiu um carro Renault Duster para se locomover entre as duas escolas e para fugir do centro educacional depois de cometer os ataques.

Ele responderá por ato infracional semelhante aos crimes de dez tentativas de homicídio qualificado e três homicídios qualificados, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa das vítimas.

Ataques em Aracruz

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo confirmou, na tarde de sábado (26), a morte da professora Flavia Amoss Merçon Leonardo, de 38 anos, que estava em estado grave depois de ser atingida pelo atirador. Ela dava aulas na Escola Estadual Primo Bitti.

Outras três pessoas morreram vítimas dos ataques em Aracruz: Selena Sagrillo, aluna de 12 anos do Centro Educacional Praia de Coqueiral; a professora Maria da Penha Pereira de Melo Banhos, de 48 anos; e a professora Cybelle Passos Bezerra, de 45 anos. As duas profissionais davam aulas na escola estadual.

Cinco das 12 pessoas que foram feridas nos ataques seguem internadas.

Após cometer os crimes, o atirador de Aracruz, um adolescente de 16 anos, retornou para casa e, em seguida, se dirigiu a uma casa de praia da família, onde foi apreendido.

No local, a polícia apreendeu o revólver e uma pistola que ele usou no crime, além de facas e simbologias nazistas. As armas são do pai, tenente da Polícia Militar.

“Ele estava querendo atingir pessoas, as primeiras que ele pudesse encontrar. Não tinha alvo definido. O comportamento dessas pessoas com esse nível de psicopatia é de ficar isoladas e se juntar a grupos extremistas. Agora vamos apurar toda a história dele para saber com quem ele está se relacionando aqui e fora do Brasil”, disse o secretário de Segurança do Espírito Santo em entrevista coletiva.

Editado por: Pedro Rocha Franco

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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