Síndrome edemigênica: Entenda a condição que Erasmo Carlos tratava

Erasmo Carlos
Causa da morte do artista não foi divulgada oficialmente (Reprodução/@erasmocarlosbr/Instagram)

A causa da morte de Erasmo Carlos não foi divulgada oficialmente, mas já se sabe que o cantor havia sido hospitalizado no último mês para tratar um quadro de síndrome edemigênica. A condição, na verdade, costuma ser um indicativo de alguma disfunção em um ou mais órgãos.

O médico angiologista e cirurgião vascular Guilherme Jonas explica ao BHAZ que a síndrome é caracterizada por um conjunto de sintomas que provocam inchaço no corpo, por meio de um excesso de líquido acumulado nos órgãos e tecidos – esse inchaço é chamado de edema.

Mas a síndrome edemigênica não é, por si só, a doença: “existe uma doença de base – na maioria das vezes, no coração, rim ou fígado, ou às vezes alterações cardiovasculares – que cursam com o excesso de líquido. E este excesso acaba descompensando a função dos outros órgãos”, explica o especialista.

O caso de Erasmo Carlos

Erasmo Carlos foi internado no final de outubro e chegou a tranquilizar fãs sobre o próprio estado de saúde, após boatos apontarem que o artista teria morrido.

Na ocasião, o Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, informou que o cantor estava sendo submetido a exames complementares e ajuste terapêutico para um quadro de síndrome edemigênica. Ele recebeu alta após duas semanas, mas voltou a ser internado nessa segunda-feira (21) e não resistiu.

O angiologista Guilherme Jonas lista algumas complicações de saúde no histórico de Erasmo Carlos que podem ter provocado a complicação.

“Ele já tratava um câncer de fígado, então o órgão já não estava funcionando bem. Teve um histórico de trombose nos membros inferiores, também teve Covid-19… Ou seja, houve uma descompensação de vários órgãos e sistemas, e complicação disso foi a síndrome edemigênica”.

Tratamento

Ainda conforme o especialista, o tratamento do quadro é menos relacionado à retirada do excesso de líquido acumulado e mais à causa da disfunção que está provocando essa síndrome: “não adianta só tomar medicamento para retirar o líquido, é preciso tratar a doença”.

Se o problema causador é, por exemplo, um entupimento de veia ou uma trombose, o paciente pode receber medicação anticoagulante. Se um rim entrou em falência, trata-se com hemodiálise. Em alguns casos, a aspiração do excesso de líquido também é possível, principalmente no abdome e na pelve.

Edição: Roberth Costa
Sofia Leão[email protected]

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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