Venda de veículos cresce 15,78% no mês de março

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Reprodução/Envato Elements

A venda de veículos no Brasil registrou um crescimento de 15,78% no mês de março, em comparação ao ano passado. Esse resultado de emplacamento de veículos considera a venda de automóveis e veículos comerciais leves (como picapes, caminhonetes e furgões), ônibus e caminhões.  

A informação, que foi divulgada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), ainda aponta que na comparação com fevereiro, houve crescimento de 13,16%, com o emplacamento de 189.405 veículos.

Esses dados revelam que, embora o momento de pandemia causada pelo novo coronavírus esteja apresentando obstáculos para a economia nacional, o brasileiro tem conseguido driblar as dificuldades, e o mercado de veículos a venda tem encontrado consumidores.

Para se ter uma ideia, considerando o emplacamento de todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), no comparativo com março do ano passado, quando teve início a pandemia, o crescimento fica em 8,26%. Ou seja, foram vendidas 269.944 unidades, com aumento de 11,52% em relação a fevereiro, daquele periodo.

De acordo com a Fenabrave, todos os segmentos automotivos continuam sofrendo com problemas de abastecimento de produtos pela indústria, afetada pela falta de peças e componentes e pela paralisação da produção em algumas unidades fabris.

“Os concessionários de veículos estão passando por um período muito difícil. Em 2020, quando ocorreu a primeira onda da pandemia da covid-19, tínhamos estoques, e a indústria trabalhava sem problemas de abastecimento. Hoje os estoques praticamente não existem, tanto nas concessionárias como nos pátios das montadoras. A falta generalizada de peças e componentes vem provocando a paralisação das linhas de montagem de várias montadoras, prejudicando a oferta de veículos”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo Alarico Júnior, o mês de março foi mais positivo porque as vendas ocorreram em meses anteriores. “Muitas dessas vendas já tinham sido realizadas nos meses anteriores, e os clientes estavam aguardando a entrega dos veículos, pelos fabricantes, o que ocorreu em março. Isso justifica o bom desempenho do mês, mesmo com o fechamento do comércio em estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse ele, em nota.

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