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Minas já registra 25% dos casos de chikungunya de 2025; testes com vacina começam em Santa Luzia

25/03/2026 às 18h24 - Atualizado em 25/03/2026 às 18h41
Vacina contra chikungunya começa a ser aplicada em Santa Luzia, na Grande BH
Santa Luzia recebeu 32 mil doses da vacina contra chikungunya (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Em três meses, Minas Gerais já registrou 25% do volume de casos de chikungunya registrado ao longo de todo o ano passado. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado, o estado acumula 4.983 casos prováveis da doença, dos quais 2.881 foram confirmados e uma pessoa morreu. Em todo o ano de 2025, foram pouco mais de 20 mil casos. O número atual está dentro do esperado, mas a Secretaria de Estado de Saúde tem dado sequência aos testes de vacinação contra a arbovirose, desta vez, em Santa Luzia, na Grande BH. Na cidade histórica, os testes com a vacina contra a chikungunya começaram nesta quarta-feira (25).

A vacina usada nestes testes foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Valneva. O município de Santa Luzia recebeu 32 mil doses, mas outras 29 mil doses foram destinadas a duas cidades, Congonhas e Sabará, que estão vacinando com o mesmo imunizante desde fevereiro deste ano. Ao todo, 10 municípios foram selecionados em todo o país para realizar a vacinação contra chikungunya.

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O subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas, Eduardo Prosdocimi,  explicou que o objetivo é avaliar a efetividade do imunizante, com foco na redução de casos graves e óbitos. “Acreditamos que a chegada da vacina traz uma perspectiva muito boa para a população, para mostrar os resultados práticos e eficácia da vacina”, avaliou.

Pelas orientações do Ministério da Saúde, o imunizante deve ser administrado em dose única e é capaz de estimular o sistema imunológico a produzir uma resposta contra o vírus, sem causar a doença. A vacina é destinada a pessoas de 18 a 59 anos, mas contraindicada para gestantes e lactantes, pessoas imunocomprometidas, em uso de imunossupressores, com duas ou mais comorbidades ou com doença crônica descompensada, além de indivíduos com histórico de reação alérgica a componentes da vacina. A meta é alcançar ao menos 50% de cobertura no público elegível.


Outras iniciativas

No começo deste mês, mosquitos Aedes Aegypti, que transmitem os vírus da dengue, chikungunya e zika, foram soltos com a bactéria wolbachia na cidade de Brumadinho, na Região Metropolitana de BH. O mosquito com a bactéria deixa de se reproduzir, reduzindo a transmissão dos vírus. Os wolbitos são produzidos na biofábrica instalada em Belo Horizonte, e a iniciativa deve chegar a outros 21 municípios da Bacia do Paraopeba.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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