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Copasa faz teste em água do Aglomerado da Serra, e análise atesta que está dentro do padrão

11/05/2026 às 19h57 - Atualizado em 11/05/2026 às 20h24
teste água aglomerado da serra
Imagem enviada ao BHAZ; Divulgação/Copasa

Uma semana após a queda de uma égua em uma adutora do Sistema Rio das Velhas, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) recebeu reclamações de moradores do Aglomerado da Serra, em BH, e testou a qualidade da água na região. De acordo com moradores, foram encontrados partículas sólidas na água que poderiam ser do animal. No entanto, a companhia esclareceu que o líquido está dentro dos padrões de segurança exigidos.

Em nota enviada ao BHAZ, a Copasa esclareceu que fez vistorias técnicas e testes de potabilidade em endereços que registraram reclamações no Aglomerado, como a avenida Nossa Senhora de Fátima e a rua Bandolins. De acordo com a empresa, as análises “atestam que a água fornecida pela rede pública na região está rigorosamente dentro dos padrões de segurança e qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde, estando própria para o consumo”, disse.

Veja o vídeo do teste:

A companhia também explicou que, em imóveis com ligação regular, é “improvável a passagem de qualquer resíduo sólido proveniente da rede de grande porte”, destacou. Segundo a empresa, o sistema de distribuição conta com “múltiplas barreiras físicas e filtros de retenção que protegem o ponto de entrega de água ao consumidor”, completou.

No entanto, a Copasa identificou imóveis com ligações irregulares e clandestinas durante as operações. Sendo assim, a companhia ressaltou que, nesses casos, “não há como garantir a integridade das instalações, uma vez que tais conexões são feitas sem os padrões técnicos e dispositivos de proteção necessários”, explicou.

Além disso, a empresa informou que a rede de distribuição na região passa por obras de grande porte. “Intervenções desse tipo podem provocar o arraste de sedimentos e variações na pressão da rede, o que ocasionalmente altera as características da água”, comentou. Segundo a nota, “eventuais alterações na aparência ou a presença de resíduos pontuais decorrentes dessas intervenções ou da manutenção da adutora não comprometem a potabilidade da água”, esclareceu.

“A Copasa permanece monitorando a rede em tempo real, assegurando que o sistema oficial de abastecimento opera com total segurança para todos os seus clientes”, finalizou a nota.

Entenda

A Copasa interrompeu, nessa segunda-feira (5), o abastecimento de água em bairros de BH, Contagem, Nova Lima, Raposos, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano depois que uma égua prenha caiu em uma adutora do Sistema Rio das Velhas.

A companhia só conseguiu encontrar o corpo do animal na manhã desta quarta-feira (6). A empresa precisou realizar varreduras na rede de tubulações, com uso de recursos tecnológicos avançados, incluindo drones e equipamentos de inspeção robótica. Como medida de rigor e responsabilidade com a saúde pública, a Copasa descartou integralmente a água que estava no trecho afetado da tubulação.

“Nenhum volume desse estoque será direcionado ao consumo. Somente após o descarte total foi iniciado um processo de sanitização e desinfecção química de toda a rede, seguido por testes laboratoriais minuciosos para a validação de cada parâmetro de potabilidade”, destacou a empresa.

A Copasa também informou que já religou o sistema de abastecimento de água. Segundo a companhia, o serviço deve ser normalizado ainda nesta quarta-feira (6) em BH e cidades da Região Metropolitana. A expectativa é de recuperação gradual, com possível demora em áreas mais altas ou afastadas.

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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