Minas Gerais bate recorde e registra mais de 18 mil casos de Covid-19 em 24 horas

coronavírus
Variante ômicron é responsável por aumento de casos (FOTO ILUSTRATIVA: Banco de imagens/Pixabay)

Minas Gerais bateu recorde após registrar 18.153 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) divulgou os dados nesta quarta-feira (12), por meio do boletim epidemiológico. Esse é o maior número de casos em um dia desde o início da pandemia. Até então, o recorde de diagnósticos era de abril de 2021, quando o estado notificou 16.479 casos.

O grande aumento no número de casos notificados de Covid-19 ocorre por fatores como a transmissão comunitária da variante ômicron. A propagação está associada às aglomerações nos feriados de fim de ano e ao relaxamento das medidas sanitárias, como o uso de máscaras.

Além disso, o sistema do Ministério da Saúde apresentou instabilidade durante algumas semanas por conta de um ataque hacker, causando um represamento dos dados. Quanto ao número de mortes pela doença, a SES-MG registrou 11 óbitos nesta quarta-feira.

Mortalidade e ocupação das UTIs são estáveis

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti avalia que, apesar do aumento de casos, a mortalidade causada pela doença e a taxa de ocupação nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) não aumentaram significativamente.

“A única saída para a pandemia é a vacinação. As pessoas vacinadas têm menos risco de serem hospitalizadas e de evoluir para óbito. O cenário demonstra a importância da vacinação para conter as hospitalizações e os óbitos causados pelo coronavírus”, apontou o secretário.

Fábio ainda destacou a importância de manter os protocolos sanitários para evitar a doença: lavagem constante das mãos, uso de máscara e distanciamento social. Essas medidas são necessárias, uma vez que o aumento dos casos pode elevar também a demanda no SUS (Sistema Único de Saúde), causando pressão nos atendimentos.

Ômicron aumenta casos

A coordenadora do CIEVS-Minas (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais), Eva Lídia Arcoverde Medeiros, afirma que a variante ômicron possui alta transmissibilidade, o que gera um aumento significativo da ocorrência de casos.

Até a última quinta-feira (6), MG havia confirmado 167 casos da variante, em praticamente todas as regiões. “Atualmente, a ômicron já possui transmissão comunitária em Minas Gerais. Portanto, as medidas de segurança sanitária como o uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento social devem ser reforçados neste momento para evitar a doença”.

“Porém, graças ao avanço da vacinação, os casos tendem a não evoluir para as formas graves da doença”, pontua Eva Lídia. De acordo com a coordenadora, a orientação para quem estiver com sintomas é cumprir o período de isolamento e buscar preferencialmente o posto de saúde, evitando a lotação das urgências, que estão priorizando os casos mais graves.

Taxa de ocupação das UTIs

Atualmente, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI é de 56,26%, sendo a taxa de internação por Covid-19 ou por suspeita da doença de 9,64%. Em dezembro do ano passado, a taxa de ocupação geral desses leitos era de 50,64%, sendo 6,94% pacientes com Covid-19 ou suspeita.

“O que percebemos é que a vacina acaba intervindo na evolução dos casos. As pessoas se contaminam, mas não evoluem para casos graves. Portanto, é mais uma mostra de que a vacinação tem funcionando”, afirmou Eva Lídia.

A situação da Covid-19 segue crescente em outros países. O mundo registrou pela primeira vez mais de 3 milhões de casos de Covid-19 em apenas 24 horas. É o quarto recorde diário de novos infectados nos últimos oito dias.

Conforme dados compilados e divulgados nessa terça-feira (11) pelo Our World in Data, projeto da Universidade de Oxford, foram 3,28 milhões de novos casos somente na segunda-feira (10).

Com Agência Minas

Edição: Giovanna Fávero
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Comentários