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Vai celebrar o fim de ano? Governo de Minas alerta para importância das doses de reforço contra a Covid

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ceias em festas de fim de ano
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, duas doses não são o bastante contra a ômicron (Reprodução/EBC)

Com a chegada do fim de ano, muitas famílias se reunirão para as tradicionais celebrações de Natal e Ano Novo. O cenário atual da Covid-19 em Minas, porém, exige algumas precauções, trazendo à tona a necessidade de redobrar a atenção.

Segundo boletim epidemiológico da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) desta segunda-feira (12), 25 pessoas morreram por conta do vírus nas últimas 24 horas. Minas Gerais registrou 370 casos da doença no mesmo período.

‘Duas doses não são suficientes’

Por meio da secretaria de Saúde, o governo do estado reforça a importância de as pessoas completarem o esquema de vacinação contra a Covid-19. O secretário e médico Fábio Baccheretti lembra que, entre pessoas acima dos 40 anos, apenas metade buscou a segunda dose de reforço.

“As pessoas têm que entender que, com a ômicron, só duas doses não são suficientes. Temos que garantir a terceira dose para as pessoas com até 40 anos e, acima de 40 anos, a quarta dose”, reforçou.

“Temos insistido também com o Ministério da Saúde, junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), nos posicionamos recentemente com a equipe de transição do novo governo sobre a necessidade de ampliar a vacinação, especialmente para crianças de seis meses a dois anos e onze meses”, completou.

Covid e outras enfermidades

Segundo Baccheretti, a população mineira deve começar a conviver com outras doenças além da Covid, como gripe e bronquite, de forma mais intensa no início de 2023. Assim, será importante deixar todo o cartão de vacinação em dia.

“Não podemos chegar ao período de sazonalidade, que já está batendo à porta, sem ter protegido melhor especialmente as crianças e os idosos com comorbidades. Os casos de covid estão aumentando, era esperado, é uma nova subvariante, mas temos que lembrar que em fevereiro e março começam a juntar também várias doenças sazonais”, salientou.

Atenção a doenças erradicadas

Baccheretti também apela para que a população não deixe que doenças já erradicadas voltem ao país e a Minas, como o sarampo e a poliomielite.

“Quero lembrar os pais, avós, responsáveis, para levar as crianças aos postos de saúde. A caderneta de vacinação provavelmente deve ter alguma coisa em atraso. Temos vacina contra a poliomielite, meningite, a tríplice viral, a tríplice bacteriana. Temos que estar preparados e a melhor prevenção é a vacina. Vá ao posto garantir essa proteção para que essas doenças não voltem nunca mais”, enfatizou.

Testar segue fundamental

Em conversa com o BHAZ no mês passado, o infectologista Leandro Curi listou algumas dicas para a “nova onda” da Covid-19.

Depois que as máscaras voltaram a ser obrigatórias em certos lugares na capital mineira, Leandro recomenda o uso do item “quando a pessoa quiser”. Ele destaca a importância da prática em locais fechados como o transporte público, cinemas e quaisquer ambientes com concentração maior de pessoas desconhecidas.

Uma sugestão para as festas de fim de ano, quando as famílias se reunirão para comemorar, é fazer o teste antes. Dessa maneira, a pessoa consegue aproveitar melhor e ainda evita a infecção de pessoas mais velhas, como tios e avós.

O teste deu positivo? A orientação do Ministério da Saúde é continuar o isolamento por ao menos sete dias. Se o paciente testar novamente em cinco dias após o início dos sintomas e o resultado der negativo, ele já está liberado. Ressalta-se, no entanto, que o uso da máscara até o décimo dia é mais garantido.

Com Agência Minas

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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