Um animal que era como parte da família. É assim que Rodrigo Ferreira, o Tirinha, define a égua Amora, que caiu em uma adutora da Copasa na tarde da última segunda-feira (4), em BH. O animal estava acompanhado do criador e foi levado pela água ao passar sobre uma estrutura que cedeu.
Emocionado, o criador disse que gostaria de se despedir da companheira. “Eu queria enterrar ela aqui perto do meu rancho. Eu queria fazer um buraco e enterrar ela lá, pra depois eu colocar ela perto do curral onde ela vivia”, lamentou em entrevista ao BHAZ.
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Amora tinha 7 anos e estava prenha de quatro meses do segundo filhote. No dia do acidente, ela estava junto da potra, de cinco meses. Tirinha conta que estava acompanhado de um amigo, mas que os dois não tiveram forças suficientes para puxar Amora. A queda do animal provocou a interrupção do abastecimento para cerca de 900 mil clientes da Copasa na Grande BH.
No dia do acidente, o grupo passava pelo terreno para levar a égua até uma bica de água. A trilha costuma ser utilizada por outros criadores e pessoas que passam pela região, na Vila Fazendinha, bairro Paraíso, na região Leste de Belo Horizonte. “Todo criador, que tem um animal de baia, ele pega o seu animal e vai dar uma andada com ele, puxar ele na corda”, lembra Tirinha.
Ele também chamou a atenção para a gravidade da situação. “Agora, eles fizeram uma tampa alta lá, mas era uma tampa baixa normal, no nível do piso e mato por cima. Eu passei por cima e poderia ter caído lá, só que, na hora que ela passou com as patas da frente, quando ela passou com a segunda, cedeu”, relatou o criador ao BHAZ.
Abastecimento normalizando aos poucos
Aos poucos, após o encontro dos restos mortais da égua Amora na manhã desta quarta-feira (6), a Copasa está normalizando o abastecimento para 715 bairros de Belo Horizonte e mais 7 cidades da região.
Em entrevista, o superintendente de operações da Região Metropolitana, Ronaldo Serpa justificou a falta de manutenção na tampa da tubulução que se cedeu. “A Copasa não é dona do terreno aonde passa a rede, isso ocorre por meio de uma constituição de servidão pública. A Copasa tem o direito de passar a rede no local, mas o terreno continua tendo um proprietário, então, nesse caso, a Copasa não tem autorização para cercar ou vedar”, disse.
A companhia esclareceu, ainda, que a adutora da companhia é enterrada, mas possui alguns “pontos de inspeção”, e foi exatamente em um deles que o animal caiu. Segundo Serpa, esses pontos são necessários para que a Copasa consiga ter acesso à adutora e realizar manutenções. “Esses pontos são caixas, que são fechadas com tampas de concreto armado, mas essa tampa estava quebrada, no fundo da caixa”, revela.
A expectativa é de que o abastecimento seja normalizado ainda nesta quarta e com recuperação gradual até o fim do dia e possível demora em áreas mais altas ou afastadas.









