TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Mascate, Krug Bier e A Pão de Queijaria: Feira Coberta do Padre Eustáquio movimenta economia e atrai novos negócios

06/07/2026 às 17h21 - Atualizado em 06/07/2026 às 17h25
feira coberta padre eustáquio
A feira movimenta entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por mês. (Isadora Vianna/BHAZ)

A revitalização da Feira Coberta do Padre Eustáquio (FECOPE) tem transformado o espaço em um novo ponto de encontro da região Noroeste de Belo Horizonte. Além de reunir gastronomia, música e produtores locais, o projeto já impulsiona a economia do bairro com a feira realizada às sextas, sábados e domingos e começa a atrair novas marcas para dentro do mercado, como a Mascate, a Krug Bier e A Pão de Queijaria.

A movimentação faz parte do processo de revitalização da FECOPE, conduzido pelo Mercado de Origem, empresa responsável pela gestão do espaço. Entre as novidades confirmadas para a Feira Coberta está a Mascate Runeria, que abrirá sua quarta unidade em BH, e já realiza as obras de adequação da loja e deve inaugurar a unidade em breve.

Criada há cerca de um ano para impulsionar a ocupação do mercado, a feira começou com apenas dez expositores e hoje reúne entre 40 e 50 feirantes a cada fim de semana. Atualmente, a FECOPE recebe produtores de hortifrúti, artesanato, cervejas artesanais, cafés, cachaças, gastronomia e pequenos empreendedores da região. De acordo com a organização, o projeto movimenta entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por mês, gera cerca de 100 empregos diretos e tem servido como porta de entrada para novos negócios que, posteriormente, passarão a ocupar lojas fixas no mercado.

Bernard Martins, diretor do Grupo UAI, responsável pela gestão dos Mercados de Origem de BH, explica que a feira foi concebida como uma incubadora de pequenos empreendedores. A proposta permite que os comerciantes testem seus produtos, formem uma clientela e avaliem a viabilidade do negócio antes de investir em um ponto fixo. Segundo ele, esse modelo também contribui para atrair consumidores, fortalecer a circulação de pessoas e devolver vida ao mercado.

Programaçã cultural

A programação cultural também teve papel importante na consolidação da feira, o projeto começou de forma espontânea, quando um grupo de samba da região se ofereceu para tocar no local. A iniciativa conquistou o público, aumentou o consumo nas barracas e incentivou visitantes a conhecerem as lojas do mercado. Hoje, a FECOPE mantém uma agenda de atrações musicais às sextas-feiras, sábados e domingos.

Para Bernard, um dos principais resultados da revitalização é demonstrar que a capital mineira também possui importantes pontos de lazer, cultura e gastronomia fora do eixo Centro e Centro-Sul. Segundo ele, bairros como Padre Eustáquio, Carlos Prates, Dom Cabral, Coração Eucarístico, Caiçara e Alípio de Melo concentram uma população expressiva, mas historicamente receberam menos eventos culturais e opções de entretenimento do que regiões como Savassi, Santa Tereza e o Hipercentro.

O diretor também afirma que a revitalização preserva a identidade histórica da FECOPE. Os 15 lojistas tradicionais permanecem no mercado e fazem parte do projeto, a proposta é integrar os comerciantes antigos aos novos empreendedores, sem descaracterizar o espaço.

A ocupação das lojas e as operações acontecem de forma gradativa, acompanhando a chegada de novos negócios. Em vez de realizar uma grande reforma antes da ocupação, as adequações são feitas conforme a demanda dos futuros lojistas. A intenção, segundo Bernard, é preservar o perfil de mercado popular reunindo pequenos produtores, artesãos, gastronomia, cultura e comércio local, sem transformar a FECOPE em um centro comercial convencional.

Isadora Vianna

Estudante de jornalismo pela PUC Minas e estagiária do BHAZ desde fevereiro de 2026. Atuou na redação da Record Minas e na comunicação interna do Grupo Valence

Isadora Vianna

Email: [email protected]

Estagiária do BHAZ

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ