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VÍDEO: Filhotes trigêmeos de onça pintada, flagrados no Norte de MG, ganham nomes em votação aberta ao público

13/04/2026 às 16h57 - Atualizado em 13/04/2026 às 17h20
Filhotes trigêmeos de onça pintada ganham nomes escolhidos pelo público
(Reprodução/Redes Sociais)

Três filhotes de onça-pintada registrados no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, na Chapada Gaúcha, no Norte de Minas, vão ganhar nomesem uma votação aberta ao público. A votação popular já está aberta e segue até o dia 10 de maio, como parte do projeto “Onças: Guardiãs do Grande Sertão Veredas”.

Os animais foram flagrados por câmeras da organização Onçafari em 2025, e o registro chamou atenção por se tratar de uma ninhada rara de trigêmeos, sendo a primeira documentada na região. Nas imagens, é possível ver a ninhada acompanhando a mãe, demonstrando curiosidade com o equipamento instalado. Veja:

Cada filhote tem quatro opções de nome, todas inspiradas na fauna, na flora e na cultura do Cerrado, como Baru, Pequi, Murici e Urucuia. O resultado será divulgado nas redes sociais do projeto e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O Monitoramento

O monitoramento das onças no parque ocorre desde 2024, com o uso de armadilhas fotográficas distribuídas em uma área de cerca de 93 mil hectares equivalente a três vezes o tamanho de Belo Horizonte. Até agora, já foram identificadas 27 onças-pintadas na porção mineira da unidade de conservação, incluindo seis de pelagem preta, conhecidas como onças-melânicas.

Em todo o território do parque, que também se estende pela Bahia, os pesquisadores reuniram cerca de 21 mil imagens, com registros de aproximadamente 50 animais. Entre os dados mais relevantes está o acompanhamento da mãe dos trigêmeos, monitorada desde 2019, o que permitiu identificar a nova ninhada.

Considerada uma espécie-chave para o equilíbrio ambiental, a onça-pintada atua no controle de outras populações animais e ajuda a manter o funcionamento do ecossistema. Apesar disso, o avanço do desmatamento e a fragmentação do Cerrado têm reduzido o habitat da espécie, dificultando a circulação e aumentando riscos como isolamento genético e conflitos com humanos.

O projeto também atua na criação de corredores ecológicos para conectar áreas preservadas e permitir o deslocamento dos animais. A iniciativa é financiada por recursos de compensação ambiental, por meio da Plataforma Semente, ligada ao MPMG, que apoia projetos com impacto socioambiental.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: [email protected]

Estagiário do BHAZ

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