A Igreja Matriz de São Bartolomeu, localizada no distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, foi oficialmente reaberta ao público nesta quarta-feira (8). Considerado um dos mais antigos do estado, o santuário foi construído em 1721 e estava fechado desde 2019 para passar por uma restauração. A paróquia ainda recebeu uma escultura do século XVIII com autoria atribuída ao Aleijadinho.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Igreja de São Bartolomeu foi construída ainda no período Barroco, apresentando elementos arquitetônicos característicos da época. Na década de 1960, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou o imóvel, que passou a integrar o conjunto histórico do distrito de São Bartolomeu, protegido pelo município de Ouro Preto desde 2007.
No entanto, ainda em 2003, o MPMG tomou conhecimento sobre os dados provocados pela ação do tempo no imóvel, além da falta de intervenções adequadas para a conservação do espaço. De acordo com o órgão, antes das reformas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) precisou instalar coberturas provisórias para proteger a igreja, uma vez que os forros artísticos estavam expostos à ação da chuva e de vendavais.
Além disso, a rede elétrica do local estava totalmente comprometida, com riscos de incêndio iminente. A estrutura de madeira também apresentava danos, com pilares apodrecidos que comprometiam a estabilidade do conjunto.
Restauração
As primeiras obras emergenciais na Matriz de São Bartolomeu iniciaram em 2022. Segundo o MPMG, ao todo, os investimentos somam cerca de R$ 7,6 milhões.
Além da recuperação do espaço físico, as intervenções também permitiram a conservação dos elementos artísticos e históricos do templo. Entre os itens estão um sino esculpido em madeira, considerado uma raridade, e onze imagens sacras.
Conforme o MPMG, a equipe da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) restaurou esculturas de Nossa Senhora do Carmo, feita por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora das Candeias, um Crucificado e um Divino Espírito Santo.
O financiamento do projeto foi viabilizado pelo MPMG, com recursos provenientes de medidas compensatórias ambientais e acordos judiciais. A restauração ocorreu por meio do Programa Minas para Sempre, uma iniciativa para recuperação, restauração e preservação do patrimônio cultural mineiro.
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