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Suprema Corte dos Estados Unidos derruba decisão que garante direito ao aborto desde 1973

24/06/2022 às 13h26 - Atualizado em 24/06/2022 às 13h27
aborto estados unidos
Decisão permite que cada estado escolha se vai ou não manter o aborto legal (Shuran Huang/The New York Times)

A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou, nesta sexta-feira (24), o direito constitucional ao aborto após quase 50 anos. A decisão significa uma reformulação política em aproximadamente metade dos estados do país, que estão propensos a banir a prática de saúde pública. As informações são do The New York Times.

Por seis votos contra três, o júri derrubou uma decisão chamada Roe contra Wade, que passou a garantir o aborto legal nos anos 1970. De acordo com o jornal norte-americano, alguns estados já começaram a fazer provisões para atender mulheres que vivem onde a prática deve ser criminalizada.

As estatísticas apontam que mulheres na faixa dos 20 anos, que já tenham filhos e pertençam a classes econômicas inferiores são as que mais abortam. Outro ponto é que a maioria vive nos estados de tendência democrata.

O que muda na prática?

A partir de agora, cada estado norte-americano está apto a decidir se permite ou não a interrupção da gravidez. A tendência é que estados republicanos tenham maior aderência à novidade, tendo em vista os ideais conservadores normalmente propagados.

Conforme o Centro de Direitos Reprodutivos, os seguintes estados devem eliminar a legalidade do aborto nos EUA: Alabama, Arizona, Arkansas, Geórgia, Idaho, Indiana, Kentucky, Louisiana, Michigan, Mississippi, Missouri, Nebraska, Carolina do Norte, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tennessee, Texas, Utah, Virgínia Ocidental, Wisconsin e Wyoming.

Em contrapartida, outro grupo de estados deve limitar consideravelmente o acesso à interrupção da gestação, dentre eles a Flórida, Iowa e Montana. A previsão é do Instituto Guttmacher, grupo de pesquisa focado em saúde reprodutiva nos Estados Unidos. Ainda segundo o instituto, uma a cada quatro mulheres eram propensas a abortar, em algum ponto da vida, antes da decisão da Corte.

Editado por: Vitor Fernandes

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

Nicole Vasques

Email: nicole.vasques@bhaz.com.br

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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