A Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia contra Adalton Martins Gomes, de 45 anos, acusado de feminicídio contra a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos. Com a decisão, a ação penal é iniciada formalmente e o investigado passa à condição de réu no processo.
A decisão foi tomada pela juíza sumariante do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Ana Carolina Rauen Lopes de Souza. Adalton deverá apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias.
Relembre o caso
Giovanna foi encontrada morta no apartamento onde morava, na Rua Pernambuco, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em 9 de fevereiro deste ano. Na época, a morte chegou a ser tratada como possível suicídio, mas a investigação da Polícia Civil descartou essa hipótese e passou a apurar o caso como feminicídio.
Segundo a PCMG, o laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação direta. O homem que era namorado da estudante foi preso temporariamente durante a investigação e passou a ser apontado como principal suspeito.
A polícia também identificou indícios de que o relacionamento entre Giovanna e o suspeito era marcado por controle. Segundo a investigação, a jovem apresentou mudanças no comportamento e passou a se afastar de pessoas próximas após conhecer o homem.
Giovanna tinha cerca de R$ 200 mil provenientes de uma herança e um apartamento próprio na Savassi. Após a morte, segundo a investigação, o suspeito tentou judicialmente o reconhecimento de união estável para ter acesso aos bens.
Na época, a delegada Ariadne Coelho afirmou que a cena encontrada no apartamento havia sido estruturada para aparentar um suicídio. O histórico de saúde mental da jovem também teria sido usado para sustentar essa versão.








