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‘Maior cara de pau’: Casal suspeito de matar jovem em Jaboticatubas confrontou família da vítima dois dias após o crime

22/10/2026 às 12h13
Irmão de Beatriz Vitória, morta em Jaboticatubas

Dois dias depois do desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, o ex-namorado dela e a atual namorada dele foram até a casa da família da jovem, em Jaboticatubas, na Grande BH. O casal queria cobrar os parentes por apontarem os dois como suspeitos. O relato é do irmão da vítima, Maxuel Mota, em entrevista ao BHAZ nesta quinta-feira (22).

“Ele foi na porta da nossa casa para confrontar a gente, ele e a atual namorada dele, na maior cara de pau. No domingo chegaram lá friamente, confrontando a família como se nada tivesse acontecido”, contou o irmão da vítima.

Segundo Maxuel, os dois disseram que a família não podia sair falando que eles eram suspeitos. “Falaram que não tinham nada a ver, que tinham álibi e não sei o quê. São frios”, disse o irmão de Beatriz.

Os dois estão presos. Para a Polícia Civil, eles mataram Beatriz a pauladas e tijoladas, num feminicídio motivado por ciúmes entre a atual namorada e a ex.

Suspeitas desde o início

De acordo com o irmão, as suspeitas da família recaíram o tempo todo sobre o casal, principalmente sobre o ex-namorado. “Da atual, a gente esperava menos ainda que isso fosse acontecer”, afirmou. Maxuel diz que nunca teve contato com a mulher.

Ele conta que, quando conheceu o ex-namorado da irmã, o via como “um menino” e “um cara tranquilo”. “Não imaginava nunca que isso ia acontecer. Após o desaparecimento, a gente foi descobrindo coisas sobre ele”, disse após entrevista coletiva da Polícia Civil de Minas Gerais que detalhou a investigação.

Uma das revelações, segundo o irmão, foi uma discussão em que o rapaz entrou na casa de Beatriz. Ele preferiu não dar detalhes e disse que cabe à polícia investigar.

Gravidez ainda não confirmada

Sobre a suspeita de que Beatriz estaria grávida, Maxuel explicou que a informação partiu da irmã mais nova, que sabia de alguns testes de gravidez feitos pela jovem. A mãe e a irmã mais velha também desconfiavam.

“Não dá para afirmar se ela estava grávida. A gente tem que aguardar o Instituto Médico Legal para saber se estava ou não”, disse Maxuel.

“A gente quer justiça”

Maxuel afirmou que acompanhou a investigação desde o início e elogiou o trabalho da Polícia Civil.

Ele diz que a família não esperava encontrar Beatriz da forma como foi encontrada. “Foi muito difícil até a gente chegar neles, descobrir eles. O que a gente quer agora é justiça, que eles paguem pelo que fizeram. Foi um feminicídio acompanhado por uma mulher. A gente tem convicção disso.”

Irmão diz ter sido ameaçado

Na entrevista, Maxuel também afirmou ter sido ameaçado pelo pai da suspeita. Segundo ele, o homem ofendeu Beatriz com um xingamento. O irmão diz ter áudios e que pretende divulgá-los.

“Se acontecer alguma coisa comigo ou com a minha família, é responsabilidade dele”, declarou o irmão da vítima.

Maxuel rebateu ainda a versão de que a irmã teria problemas com dinheiro. “Toda vez que ela teve algum problema financeiro, ela vinha atrás de mim ou do pai. Não tinha problema financeiro nenhum. Isso é ciúmes, inveja que eles tinham da minha irmã.”

Amanda Serrano

Com experiência nas principais redações de Minas, como Jornal Estado de Minas e TV Band Minas, além de atuação como assessora política, Amanda Serrano é, atualmente, repórter do Portal BHAZ. Em 2024, fez parte da equipe vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo.
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Amanda Serrano

Email: amanda.camini@bhaz.com.br

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