A escritora mineira Adélia Prado recebeu alta hospitalar após ficar 20 dias internada no Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis. A informação foi confirmada por meio de nota divulgada pela instituição de saúde nesse sábado (7). Ela foi hospitalizada em 19 de janeiro.
Segundo o comunicado, a alta ocorreu de forma tranquila. A instituição agradeceu à família da escritora pela confiança durante todo o período de internação e destacou que o acompanhamento foi marcado por diálogo e parceria ao longo dos cuidados prestados.
Ainda na nota, o Hospital São Judas Tadeu desejou que Adélia Prado tenha uma recuperação tranquila e reafirmou o compromisso com um atendimento seguro, ético e humanizado.
Adélia Prado sofre acidente em casa
Segundo a instituição, Adélia sofreu o acidente na última segunda-feira (19). Ela chegou ao hospital com fraturas no fêmur, cotovelo e punho. A escritora passou por duas cirurgias feitas pela equipe de Ortopedia e teve “evolução satisfatória” no pós-operatório imediato.
Ela ficou internada no CTI para acompanhamento e tratamento de complicações renais. O hospital informou ainda que ela está sob cuidados intensivos e monitorização contínua por equipe multiprofissional.
“O Hospital São Judas Tadeu reforça que está adotando todas as medidas necessárias para a adequada assistência à paciente e que novas informações serão divulgadas oportunamente, respeitando os princípios éticos, legais e a confidencialidade das informações médicas”, completa o texto.
No dia 26, a equipe de Adélia Prado divulgou um comunicado oficial com informações sobre o estado de saúde da escritora. Segundo a equipe, ela está sendo acompanhada por uma junta de médicos, especialistas e enfermeiros. “Pedimos que se juntem à família nas orações para que ela saia vitoriosa nos próximos desafios”, escreveram.
Carreira de Adélia
Mineira de Divinópolis, Adélia Prado tem 90 anos. Na bagagem, além de poetisa, leva os ofícios de professora, filósofa, romancista e contista. Os primeiros poemas foram publicados em jornais da cidade natal e Belo Horizonte.
Em fevereiro deste ano, ela recebeu o Prêmio Camões 2024, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A honraria é considerada a mais alta insígnia da literatura em língua portuguesa.
A leitura de originais de Adélia impressionou o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), que enviou escritos para que fossem publicados como livro, em 1975. Publicado com o nome ‘Bagagem’, o livro de poemas chamou atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo.
Com o livro ‘O Coração Disparado’, de 1978, conquistou o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro.










