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Adélia Prado tem ‘melhora progressiva’ e respira sem ajuda de aparelhos

03/02/2026 às 11h23
(Reprodução/Instagram)

A escritora mineira Adélia Prado, de 90 anos, apresenta “melhora progressiva” após sofrer uma queda dentro de casa, em Divinópolis, na região Central de Minas Gerais. Ela segue internada no Hospital São Judas Tadeu desde o último dia 19.

De acordo com o boletim médico mais recente, Adélia já se alimenta por via oral exclusiva e respira sem ajuda de aparelhos. Ela está sendo acompanhada por familaires e continua em processo de reabilitação com a equipe de fisioterapia.

Adélia Prado sofre acidente em casa

Segundo a instituição, Adélia sofreu o acidente na última segunda-feira (19). Ela chegou ao hospital com fraturas no fêmur, cotovelo e punho. A escritora passou por duas cirurgias feitas pela equipe de Ortopedia e teve “evolução satisfatória” no pós-operatório imediato.

Agora, Adélia permanece internada no CTI para acompanhamento e tratamento de complicações renais. O hospital informou ainda que ela está sob cuidados intensivos e monitorização contínua por equipe multiprofissional.

“O Hospital São Judas Tadeu reforça que está adotando todas as medidas necessárias para a adequada assistência à paciente e que novas informações serão divulgadas oportunamente, respeitando os princípios éticos, legais e a confidencialidade das informações médicas”, completa o texto.

No dia 26, a equipe de Adélia Prado divulgou um comunicado oficial com informações sobre o estado de saúde da escritora. Segundo a equipe, ela está sendo acompanhada por uma junta de médicos, especialistas e enfermeiros. “Pedimos que se juntem à família nas orações para que ela saia vitoriosa nos próximos desafios”, escreveram.

Carreira de Adélia

Mineira de Divinópolis, Adélia Prado tem 90 anos. Na bagagem, além de poetisa, leva os ofícios de professora, filósofa, romancista e contista. Os primeiros poemas foram publicados em jornais da cidade natal e Belo Horizonte.

Em fevereiro deste ano, ela recebeu o Prêmio Camões 2024, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A honraria é considerada a mais alta insígnia da literatura em língua portuguesa. 

A leitura de originais de Adélia impressionou o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), que enviou escritos para que fossem publicados como livro, em 1975. Publicado com o nome ‘Bagagem’, o livro de poemas chamou atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo.

Com o livro ‘O Coração Disparado’, de 1978, conquistou o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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