Após manifestações de 7 de setembro, tanqueiros de Minas suspendem paralisação

Tanqueiro
Diretoria do sindicato deverá se reunir hoje para avaliar a paralisação (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A paralisação dos tanqueiros de Minas Gerais, que começou nessa terça-feira (7) em apoio às manifestações do Dia da Independência, foi suspensa e será reavaliada pela categoria. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (8) pelo Sindtanque-MG (Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais).

A diretoria do sindicato deverá se reunir hoje para avaliar a paralisação e decidir o que fará daqui para frente. O presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes, solicitou ao secretário de Governo de Minas Gerais, Igor Eto, uma reunião em caráter de urgência para conversar sobre as reivindicações dos tanqueiros.

O sindicato havia anunciado, na última sexta-feira (3), uma paralisação por tempo indeterminado, além de demonstrar apoio às manifestações do dia 7 de setembro. “A expectativa é de 100% de adesão da categoria. Não é só em Minas, o Brasil inteiro deve ter este movimento”, disse ao BHAZ o presidente do Sindtanque-MG na ocasião.

Reivindicações

Os tanqueiros de Minas fazem reivindicações pela redução do valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) sobre o diesel e já haviam sinalizado a possibilidade de uma paralisação no final de agosto. Em nota divulgada no último dia 27, o Sindtanque-MG prometeu um “grande movimento” caso o Governo de Minas não reduzisse o valor da taxa.

O documento assinado por Irani Gomes destaca que o alto preço dos combustíveis é resultado dos impostos cobrados pelos governos estaduais. “Em Minas, há dez anos, a alíquota do ICMS do diesel é de 15%, um dos mais altos do país. Ao longo desses anos, o Sindtanque vem reivindicando a redução desse percentual para 12%”, diz trecho da reivindicação.

Em fevereiro de 2021, uma paralisação dos tanqueiros foi suspensa diante da promessa das reivindicações serem atendidas. “O Governo de Minas não acenou com nenhum benefício, nenhuma melhoria para a categoria. O compromisso de retornar a alíquota do ICMS do diesel para 12%, ficou só na promessa”, protesta Irani Gomes.

À época, o governador Romeu Zema (Novo) prometeu dialogar e criar um grupo para solucionar o impasse. O recuo do mandatário veio após um dia de paralisação que lotou as filas dos postos de combustível do estado.

“Preocupado com a situação que levou os transportadores de combustíveis a promover uma manifestação e com a corrida da população aos postos de combustível, pedi a equipe que se reunisse com os envolvidos no movimento e reafirmasse nossa disposição para o diálogo”, anunciou Zema após a paralisação. Mas, segundo o presidente do Sindtanque-MG, nenhuma mudança foi concretizada desde então.

Edição: Giovanna Fávero
Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduanda em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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