A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apurou a morte de um recém-nascido, ocorrida no início de fevereiro deste ano, em Jeceaba, na região Central do estado. A mãe da criança e o suposto pai foram indiciados após a investigação apontar a participação de ambos no caso.
Segundo a apuração, os dois tinham conhecimento da gestação desde o início e teriam manifestado a intenção de não prosseguir com a gravidez, chegando a tentar interrompê-la, sem sucesso. Durante o período gestacional, a mulher ainda teria apresentado um exame com indícios de adulteração para ocultar a situação de familiares.
De acordo com a Polícia Civil, o parto ocorreu sem assistência médica, quando a gestação estava entre 41 semanas e seis dias e 42 semanas. Após o nascimento, a investigada teria utilizado fita adesiva para impedir o choro do bebê e o colocado dentro de uma mochila.
A mulher foi levada a um hospital em razão de uma hemorragia decorrente do parto. O recém-nascido, que, conforme laudos periciais, nasceu com vida, foi encontrado morto horas depois por terceiros que procuravam roupas para a investigada.
A suspeita teve a prisão preventiva decretada no início deste mês e foi indiciada por tentativa de aborto, falsificação de documento particular, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
O outro investigado também foi preso preventivamente, após representação da PCMG e decisão judicial favorável. Ele foi indiciado como partícipe da tentativa de aborto e da falsificação de documento particular, além de coautor por omissão no crime de homicídio.
Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.










