O banqueiro mineiro Daniel Vorcaro foi preso, novamente, na manhã desta quarta-feira (3), na 3ª fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, envolvendo um esquema bilionário de fraudes no Banco Master. As investigações tiveram apoio do Banco Central do Brasil.
A Polícia Federal cumpre mandados em Minas Gerais e São Paulo. São quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
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Segundo a PF, também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, “com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.
As investigações começaram no início de 2024, após requisição do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
CPI do Crime Organizado
Daniel Vorcaro tinha depoimento marcado para hoje (4) na CPI do Crime Organizado, em Brasília. Ontem (3), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que a presença do banqueiro à CPI seria facultativa.
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