Fevereiro de 2026 é o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora, segundo dados do Climatempo. A medição teve início em 1961, e os registros mostram que os 743,4 milímetros de chuva até as 9h desta quinta-feira representam o maior acumulado da série histórica da cidade-polo da Zona da Mata.
Os dados mostram que janeiro de 1985 era, até então, o mês com maior volume acumulado de chuva na história de Juiz de Fora, com 715,4mm. Na sequência, vinham outros três meses de janeiro (1961, 2007 e 1966), mas todos foram superados por 2026.
O recorde foi atingido com o volume acumulado a partir das chuvas da noite dessa quarta-feira e madrugada de quinta-feira, quando, segundo o Inmet, choveu 138,2 mm, volume próximo ao registrado na segunda-feira, quando a cidade registrou diversos desmoronamentos e deslizamentos de terra causando a morte de 48 pessoas.
Na noite dessa quarta-feira, as principais ruas e avenidas de Juiz de Fora ficaram completamente alagadas, impedindo o trânsito de pessoas e carros. Um motoboy chegou a ser arrastado pela correnteza que se formou em uma via ao tentar segurar a sua moto.
Para piorar, o Inmet publicou um alerta para o risco de novos temporais atingiram a cidade nesta quinta e sexta-feira. A previsão é que chuvas de até 100mm possam atingir a cidade, voltando a colocar em risco moradores do município. O alerta vermelho é válido até as 23h59 desta sexta-feira.
Chuva acumulada em Minas Gerais
A tragédia na Zona da Mata já vitimou 54 pessoas. Além dos 48 de Juiz de Fora, seis pessoas morreram em Ubá. O grande volume de chuva não restringe à cidade-polo. Matias Barbosa e Senador Firmino também ficaram debaixo d’água nos últimos dias com o grande volume de chuvas que atingiu a cidade.
Em Belo Horizonte, já choveu 439,8 milímetros, 2,5 vezes mais do que a média histórica da cidade no mês de fevereiro. Segundo registros da Defesa Civil da capital mineira, em BH choveu em 42 dos 57 dias de 2026.







